segunda-feira, 22 de abril de 2013

CÃMARA FEDERAL


          DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES 
                         NA SESSÃO DE 22 DE ABRIL DE 2013

  Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados:

Em várias oportunidades, ao comentar a seca que assola o Nordeste brasileiro – a maior desses cinquenta anos – alertei o Executivo Federal sobre a situação dos agricultores diante de entidades bancárias oficiais, como grande parte deles endividados com o Banco do Nordeste, sem condições de reajustar os compromissos, pela perda total das plantações.
Na ultima semana, afinal, o Governo através do Ministério da Fazenda editou normas alusivas ao endividamento dos rurícolas, revendo prazos, com o objetivo de repactuá-los num momento mais adequado dentro de padrões compatíveis com dolorosa emergência vivenciada pelo Polígono.
Premido por uma realidade adversa o Executivo alinhou providências atenuadoras da dramática situação, dentro dos seguintes itens:
 - Renegociação de saldo devedor em dez parcelas anuais, com o primeiro vencimento em 2016.
- Bônus de adimplência de 80% para parcelas pagas até a data do vencimento
- Quitação dos débitos com até 85% de desconto.
- Nova operação de empréstimo para liquidar o financiamento da operação anterior.
Dentro de tal roteiro, já planificado o Banco do Nordeste atuará sem delongas, diante de tomadores aflitos, obrigando-nos a batalhar por algumas das medidas, ora acolhidas, pelo Poder Central.
Mencione-se, por outro lado, que o Conselho Monetário Nacional reduziu as taxas de juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar para 0,5% ao ano, favorecendo micro e pequenos rurícolas e suas cooperativas e associações.
Ressalte-se, por oportuno, que no caso dos médios e grandes produtores, a taxa de 1% nas operações de até 10 mil reais e 2% ao ano acima desse valor passarão a vigorar.
Mostra-se o governo federal sensível às ocorrências conjecturais, adotando uma postura consentânea com as imensas dificuldades da absoluta carência de quedas pluviométricas.
Espera-se, assim, que o nosso BNB, à frente o Presidente Ary Joel Lazarin e seus colegas de diretoria cumpram, à risca, as novas deliberações, aliviando o sofrimento e angustia de inúmeros tomadores, sem condições de arcar com a imediata liquidação de seus débitos.
Estaremos atentos à cabal observância das novas diretrizes, as quais atenderam aos percalços de uma penosa conjuntura climática.
                             MAURO BENEVIDES
                                               Deputado Federal

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