sexta-feira, 26 de abril de 2013

CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


Ex-prefeito e mais 8 pessoas são presas em Jijoca de Jericoacoara 


O ex-prefeito de Jijoca de Jericoacoara, Araújo Marques, e outras oito pessoas foram presas ontem devido a acusações de fraudes em processos licitatórios no Município. Operação da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Controladoria Geral da União apontou R$ 33 milhões em fraudes, em licitações.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Fernando Vicente e cumpridos na operação conjunta supra.
Segundo o promotor de Justiça de Jijoca de Jericoacoara, Paulo Henrique de Freitas Trece, a fraude envolvia empresas ligadas a Assessoria Contábil Municipal (Ascom), que concorriam entre si e ganhavam praticamente todas as licitações do Município. As fraudes teriam ocorrido principalmente durante a administração de Araújo Marques, entre 2009 e 2012.
Além das prisões, foram cumpridos ainda 11 mandados de busca e apreensão, que coletaram computadores, documentos e licitações.

Além de Araújo, integrariam o esquema o presidente da Comissão de Licitação de Jijoca na gestão passada, Antônio Fernando Cisne (atualmente presidente da Comissão de Licitação de Martinópole); o sócio-proprietário da Ascom, Bartolomeu Bezerra de Souza; e outras cinco pessoas da família do empresário.

As investigações começaram em 2012, a partir da abertura de CPI na Câmara Municipal de Jijoca e de peças de informação da Polícia Federal. Os presos responderão, de acordo com a participação atribuída a cada um, por crimes de fraudes em licitações públicas, desvio de verbas públicas e por formação de quadrilha.
A defesa dos acusados não foi localizada pela imprensa, para comentar o assunto.
Opinião do blog
As fraudes em licitações estão na origem da quase totalidade dos escândalos de corrupção desvendados em prefeituras do interior do Estado, nos últimos anos. Nas licitações de serviços e compras são corriqueiras as concorrências que sempre são direcionadas a empresas de interesses esquematizados por gestores municipais. No caso das compras, estas são sempre superfaturadas e no dos serviços, estes, às vezes, nem são prestados. O mesmo acontece com as licitações de obras.

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