Discurso proferido pelo Deputado Federal Mauro Benevides, na sessão de ontem 15 de abril de 2013, em defesa do DNOCS
Senhor presidente, senhores e senhores deputados:
Na ultima sexta-feira, no Auditório do
BNB, no bairro do Passaré, reuniram-se os servidores do DNOCS, coordenados por
sua Entidade representativa ASSECAS, a fim de discutir a polêmica questão que
vinha sendo cogitada, relativamente à transferência daquela Autarquia para o
Distrito Federal.
Nesta tribuna, quando circulante a
esdrúxula versão, verberamos, incisivamente, tal procedimento e chegamos a
apontá-lo como inverossímil porque atentatório a uma faixa territorial, servida
pelo Órgão, em 103 anos de profícua existência.
Aliás, antes do debate agora ocorrido,
o presidente Henrique Alves já promovera encontro, em seu gabinete, com
parlamentares nordestinos, o Diretor Geral, Emerson Fernandes, comparecendo,
como convidados especiais, a Ministra do Planejamento, Miriam Belchior e o
Secretario Executivo do MINTER, Dr. Alexandre Navarro, incumbido de expor as
razões capazes de originar a absurda transferência.
A reação da bancada ajudou a desfazer o
equivoco, com a vigilante atuação dos funcionários do DNOCS, vivendo, todos
eles, quadro de indisfarçável apreensão.
O principio da discussão, após ampla e
fundamentada exposição do Dr. Navarro, foi atribuída ao Senador José Pimentel e
sequenciado por outros eminentes colegas, todos, já, convictos de que a
transferência havia sido apenas “um mero e fantasioso sonho, em noite de
verão”.
Em plena fase de estiagem, uma
deliberação desse jaez, passaria a ser apontada como imponderável afronta do
Governo Federal ao Polígono das Secas, e que não contaria, jamais, com a assinatura
da Presidente Dilma Rousseff, nem dos ilustres dirigentes do Senado Federal e
da Câmara dos Deputados.
A mim coube relatar, no curso da
existência, outras tentativas desse tipo, uma delas quando Presidente o hoje
Senador Fernando Collor, o qual, imediatamente, determinou a permanência do
DNOCS na estrutura do Poder Executivo Federal.
Creio, assim, ter sido dissipada a dúvida
que remanescia no espírito de muitos dos que, apreensivos, chegaram a admitir
essa estapafúrdia versão.
Louvo, entretanto, o final feliz dessa
campanha que mobilizou a bancada nordestina, ao lado, naturalmente, daqueles
que, no âmbito do Poder Central, não chancelaram essa estranha hipótese,
finalmente ultrapassada, com o amparo de nossa representação no Congresso
Nacional.
O DNOCS sobreviverá, altaneiro, dentro
do espírito de Arrojado Lisboa e de todos quantos, ao longo do tempo,
prosseguiram na tarefa hercúlea de reagir ao impacto devastador das Secas
inclementes, como a presente que atingiu implacavelmente aquela região.
MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

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