Extratos
derrubam mais uma versão de Cunha
A história contada pelo
presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para justificar seus depósitos
milionários na Suíça, não tem conseguido ficar de pé.
Reportagem dos jornalistas
Graciliano Rocha, Mario Cesar Carvalho e Flávio Ferreira contesta mais uma de
suas versões: a de que o dinheiro depositado pelo lobista João Augusto
Henriques não teria sido movimentado.
Os extratos das contas mostram
que os recursos foram movimentados duas vezes no ano passado. Segundo a
reportagem, "uma parte foi aplicada em ações da Petrobras e o restante foi
transferido para uma conta de uma empresa de Cingapura que tem Cunha como
beneficiário."
Henriques depositou o equivalente
a R$ 4,8 milhões nas contas de Cunha em junho de 2011, após fechar um negócio
na área internacional da Petrobras, comandada pelo PMDB. O presidente da
Câmara, no entanto, alega que esse valor se refere a uma dívida paga pelo filho
do ex-deputado Fernando Diniz. O problema é que essa tese também não ficou
de pé. Felipe Diniz, filho do ex-parlamentar, negou ter feito qualquer
pagamento a Cunha.
No entanto, embora seus
argumentos sejam frágeis, Cunha obteve ontem o apoio de 230 parlamentares, que
assinaram um manifesto contra a sua cassação.
Brasil 247, 12/11/2015, às 06h30


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