A Polícia Federal (PF) pediu hoje,
(ontem, 9), ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir o
inquérito da Operação Lava Jato sobre o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE). A
investigação foi aberta em março, a partir das informações fornecidas em
acordos de delação premiada.
No dia 6 de março, os inquéritos
contra parlamentares foram abertos pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo, a
pedido da procuradoria, com base nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e
do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ambos fizeram
acordo de colaboração com a Justiça e são os principais delatores do esquema de
desvios na Petrobras. São investigados no Supremo cerca de 60 políticos.
Em julho, Renan foi citado em depoimento
de Paulo Roberto Costa ao juiz federal Sérgio Moro. Costa declarou que
Renan tinha um “representante” que negociou propina com ele.
Na ocasião, o presidente do
Senado refutou as acusações do ex-diretor e declarou que suas relações com
diretores de instituições públicas nunca ultrapassaram os limites
institucionais. Gomes declarou que as conversas com Costa sempre foram
institucionais.
De Brasília, André Richter - Repórter
da Agência Brasil, 09/11/2015, às 22h47, atualizada em 10/11/2015



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