Cirurgias neurológicas
são realizadas com tecnologia de ponta em Sobral
Neste mês de novembro, o serviço
de neurologia do Hospital Regional Norte, da rede pública do Governo do Estado,
completa dois anos de funcionamento. Além dos 55 municípios da macrorregião de
Sobral, o serviço de neurologia do HRN atende também pacientes de Fortaleza, do
Sertão Central, Região do Cariri e de outros estados. Do total de 5.890
cirurgias realizadas pelo hospital, somente neste ano, 229 foram
neurológicas, 63 neuroradiológicas e 942 vasculares. De 2013 a setembro deste
ano, as cirurgias vasculares foram as que apresentaram maior demanda, com 2.291
procedimentos realizados; sendo 356 em 2013, 993 no ano passado e 942 neste
ano. O uso de equipamentos de ponta tem contribuído para o sucesso de
diferentes e raras cirurgias. Com tecnologia moderna, as cirurgias são menos
invasivas e a recuperação dos pacientes bem mais rápidas.
O serviço de neurologia do Hospital Regional Norte, que tem uma equipe formada
por seis neurocirurgiões, tem contribuído com o tratamento especializado dos
pacientes, encaminhados toda semana pela Central de Regulação do Estado, com
ajuda de dois importantes equipamentos. O potente microscópio cirúrgico OPMI
Pentero é um deles, dispositivo de alta tecnologia, útil em micro
neurocirurgia, no tratamento de aneurismas cerebrais, tumores, cirurgias da
base do crânio, microcirurgias de coluna, entre outras delicadas intervenções.
A máquina é usada em operações de lesões cerebrais profundas, onde não há uma
visibilidade aberta durante as cirurgias, como a craniotomia, ou abertura
cirúrgica do crânio, tipo de lesão embaixo do cérebro, que demanda cirurgias
extensas para a localização e extração do tumor, oferecendo maior risco de
sequelas. E é justamente nesse ponto que a ferramenta de alta precisão garante
o menor risco de sequelas ao paciente, além de contribuir para uma recuperação
mais rápida, com menor tempo de internação.
Outro equipamento que tem
auxiliado na realização de neurocirurgias no HRN é o neuronavegador. A
tecnologia de última geração permite à equipe de cirurgiões localizar e atuar
em profundas áreas cerebrais, também com risco mínimo de lesões. O equipamento
sofisticado oferece aos médicos uma precisão milimétrica do alvo no interior do
crânio, evitando risco de atingir outros espaços, priorizando apenas os tumores
localizados nas áreas nobres da massa encefálica. O mapeamento toma como base
as imagens registradas na tomografia para rastrear e localizar o ponto a ser
atingido, em menos tempo e mais precisão, como uma espécie de GPS. "A
atuação, tanto do microscópio cirúrgico quanto do neuronavegador, tem otimizado
todos os procedimentos cirúrgicos realizados aqui no HRN, conferindo rapidez e
mais segurança à equipe médica", garante Walder Costa, engenheiro clínico. > Continue lendo esta importante informação, após a publicidade abaixo: >
(Dr. Luís Henrique Correia Lima de Oliveira)
A lista de procedimentos
cirúrgicos realizados com ajuda desses dois aparelhos é extensa, por exemplo:
pessoas com tumores cerebrais; outras que necessitaram de uma artrodese, quando
ocorre a fusão óssea de uma articulação; de cranioplastia, que é a reparação de
má formação ou deformidade do crânio; de uma laminectomia lombar, procedimento
cirúrgico de remoção de uma ou duas lâminas (ossos) para aliviar a compressão
da coluna vertebral, e outras operações, como afirma o neurocirurgião Keven
Ponte, um dos profissionais que atuam no HRN. "Depois de avaliados, esses
pacientes são encaminhados pela regulação em busca de uma cirurgia mais
complexa, onde somos referência aqui no Estado. Esses casos são estudados,
reavaliados e têm atualização de seus diagnósticos, para que seja definida a
melhor estratégica cirúrgica a ser adotada", diz.
No histórico de cirurgias
realizadas com sucesso, onde esses equipamentos fizeram a diferença, o
neurocirurgião lembra com detalhes o caso de um jovem de 17 anos de idade,
vítima de um grande tumor no tronco encefálico, que passou por uma cirurgia de
alto risco, contando com o aparato tecnológico de última geração, além de uma
equipe multidisciplinar preparada. De acordo com Keven Ponte, que participou da
cirurgia, o jovem apresentava dor de cabeça intensa, vômitos e vista dupla.
Devido ao bloqueio causado pelo tumor, os exames de ressonância nuclear
magnética registraram hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido nas cavidades do
cérebro. No primeiro momento, o paciente passou por uma cirurgia emergencial
para hidrocefalia, quando foi colocado um dreno ventricular para retirada de
líquido da cavidade craniana. Na segunda fase, foi feita a retirada do tumor do
tronco encefálico, com ajuda do microscópio cirúrgico, do neuronavegador e de
um coagulador bipolar. O paciente teve alta hospitalar em cinco dias, sem
sintomas. "Realmente, esse caso ficou na história da nossa equipe, pelo
seu ineditismo para o Estado e pela rapidez da alta hospitalar. O que nos
deixou realizados", fala o médico.
Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado - Casa Civil / Giselle
Dutra – Gestora de Célula/ Secretarias
Da Assessoria de
Comunicação | Hospital Regional Norte, Selma Oliveira / Marcus Sá / Helga
Rackel, 03.11.2015




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