Líder de Temer usava
recursos de prefeitura para pagar despesas pessoais
André Moura (Imagem: Época)
A revista Época desta semana traz
uma reportagem no mínimo curiosa sobre o líder do governo na Câmara dos
Deputados, André Moura (PSC-SE). De acordo com a reportagem. Moura
utilizava os recursos da pequena cidade de Pirambu, no interior de Sergipe,
para pagar as suas despesas pessoais e para beneficiar aliados. A denúncia foi
feita pelo ex-prefeito daquele município sergipana (Pirambu), Juarez
Batista dos Santos, que em vídeos detalha como o esquema funcionava.
Ele diz que era uma verdadeira
“Rainha da Inglaterra”, um “prefeito decorativo”, e sua única função era
assinar as ordens de pagamento das despesas de André Moura.
O deputado André Moura já
foi prefeito de Pirambu e mesmo distante da cidade manteve uma estrutura na
prefeitura a sua disposição e de seus familiares. Juarez detalha o
esquema de Moura, que teve sua indicação para a liderança do governo bastante
criticada. Ele é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal
(STF), e foi citado na Lava Jato.
O depoimento foi tomado pelo
Ministério Público Federal em Sergipe em 2007. O ex-prefeito foi escolhido para
ser candidato pela família de Moura. A decisão o pegou de surpresa. Ele é
ex-catador de camarão, servente de pedreiro e foi vereador de Pirambu.
Segundo o ex-prefeito, Moura
indicava secretários, políticas de governo, contratações e, claro, ordens de
pagamento. Revela ainda que Moura também cobrava do prefeito o pagamento
de uma espécie de mesada com recursos da prefeitura e o deslocamento de
funcionários para a casa do parlamentar.
Nomeados para ocupar cargos
públicos e prestar serviço para a população, os servidores ficavam à disposição
do parlamentar e de sua agenda. Os carros da prefeitura também. Segundo
as investigações, recursos de programas sociais, como o da merenda escolar,
eram desviados para pagar bebidas alcoólicas, jantares, festas de eleitores e
aliados políticos.
A revista ÉPOCA diz que tentou
entrar em contato com André Moura, que disse que estava disponível para
conversar, mas não atendeu os telefonemas nem respondeu as mensagens de texto
depois que tomou conhecimento do assunto da reportagem.
Conforme reportagem da
revista ÉPOCA, desta semana.
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