Cardozo: Condenar Dilma
seria ‘non sense’ total
O ex-ministro José Eduardo
Cardozo, que faz a defesa da presidente eleita Dilma Rousseff, comentou
o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público Federal do
procedimento que investigava as “pedaladas fiscais” relativas ao Plano
Safra. Para Cardozo, a divergência dentro do MP mostra que não houve
“má-fé” de Dilma e que o tema é controverso judicialmente, o que deveria
afastar a culpa da presidente.
"É um verdadeiro “non sense”
querer condenar com base nisso. Se o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) quiser
seguir a orientação de seu partido e propor no relatório a condenação vai ser
com uma situação jurídica muito frágil", disse.
Ele ressaltou que o parecer do
procurador Ivan Cláudio Marx será juntado nas alegações finais da defesa. No
documento, Marx afirma que os atrasos de pagamentos não se configuram como
operação de crédito nem como crime, o que contraria decisões do Tribunal de
Contas da União (TCU).
Cardozo ressalva que a
divergência dentro do Ministério Público mostra que não houve “má-fé” de Dilma
e que o tema é controverso judicialmente, o que deveria afastar a culpa da
presidente. "Essa divergência dentro do próprio Ministério Público é
fatal. Como se vai dizer que era algo incontroverso e houve má-fé? É demolidor
para a acusação", ressaltou.
O ex-ministro lembra que a
perícia do Senado já tinha registrado que não tinha ato direto de Dilma no caso
e diz que Dilma deve ser absolvida da acusação relativa aos decretos de crédito
suplementar porque não houve comprometimento da meta fiscal e a assinatura dela
teve como base diversos pareceres técnicos.
De Brasília, Brasil 247, 15/07/2016
De Brasília, Brasil 247, 15/07/2016


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