MPF confirma mais uma
vez: Dilma é inocente
O Ministério Público Federal
concluiu que a "pedalada" fiscal envolvendo o Plano Safra, um dos
motivos que baseiam o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff
no Senado, não é operação de crédito, nem crime.
O órgão investigativo aplicou o
mesmo raciocínio para outras "pedaladas" que não estão relacionadas
com o pedido de impeachment, como as que envolvem atraso de repasses da União
para a Caixa Econômica Federal pelo pagamento de programas como o Bolsa
Família, seguro-desemprego e abono salarial.
O procurador da República Ivan
Cláudio Marx, responsável pelo caso aberto no MP do Distrito Federal, pediu
arquivamento do inquérito nesta quinta-feira 14, depois de ter pedido, na
última sexta-feira, arquivamento de um caso semelhante relacionado ao BNDES.
Em sua decisão, Marx levantou
suspeitas sobre "eventuais objetivos eleitorais" com as
"pedaladas" e afirmou que o caso "talvez represente o passo
final na infeliz transformação do denominado 'jeitinho brasileiro' em
'criatividade maquiavélica'".
Após o arquivamento do caso de
sexta, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa
Grazziotin (PCdoB-AM) pediram para que o procurador seja ouvido na comissão do
impeachment e a retirada dos autos de documentos relativos ao Plano Safra.
"Como que nós vamos
processar e julgar uma presidente da República, quando o Ministério Público,
que tem a responsabilidade formal de definir o que é crime ou não, diz que não
é crime as chamadas pedaladas fiscais?", questionou Gleisi na ocasião, em
discurso no plenário.
Em declaração ao jornal O Estado
de S. Paulo sobre a ação relacionada ao BNDES, Ivan Marx lamentou que o
Ministério Público não tenha sido ouvido no processo de impeachment. "Quem
tem atribuição de dizer se determinada prática é crime ou improbidade é o MPF.
É o único ator que não foi chamado a depor na comissão", disse.
De Brasília, Brasil 247, 14/07/2016
De Brasília, Brasil 247, 14/07/2016
É SOBRAL MAIS HUMANA!


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