Cardozo vai usar
parecer do MPF sobre repasses ao Plano Safra na defesa de Dilma
O advogado da presidenta afastada
Dilma Rousseff no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo, disse
hoje, (ontem, 14), que o entendimento
do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) de que não
houve operação de crédito no atraso de repasses de recursos da União ao Banco
do Brasil para o financiamento do Plano Safra 2015 é “demolidor” à tese
doimpeachment. O atraso foi um dos argumentos que motivaram o pedido de
afastamento da presidenta.
Cardozo disse à Agência Brasil que irá juntar o parecer, elaborado pelo procurador Ivan Marx, às alegações finais da defesa a serem entregues à Comissão Processante do Impeachment do Senado.
Cardozo disse à Agência Brasil que irá juntar o parecer, elaborado pelo procurador Ivan Marx, às alegações finais da defesa a serem entregues à Comissão Processante do Impeachment do Senado.
“Essa posição é demolidora da
acusação no processo de impeachment. A perícia no caso das pedaladas já
havia dito que não tem ato [de Dilma Rousseff]. Então, não tem ato da
presidenta da República. Há legalidade, segundo parte do Ministério Público, e
reconhecidamente não há dolo quando uma parte do Ministério Público reconhece
que não houve má fé”, disse Cardozo.
“Do ponto de vista da pretensão da acusação,
se já era difícil dizer que tem crime de responsabilidade nas pedaladas, pela
própria perícia que mostrou que não houve ato da presidenta, a ideia de que era
óbvio que era operação de crédito, acaba de ser demolida”, completou.
Nas alegações finais, que serão
entregues no dia 27, a defesa também incluirá a fala da senadora Rose Freitas
(PMDB-ES), atual líder do governo no Congresso, de que Dilma não cometeu pedaladas
fiscais.
“Vamos juntar essa decisão [do
MPF/DF], também vamos apresentar as declarações da líder do governo, Rose de
Freitas, falando que estudou as pedaladas e viu que não tinha nada e que a
Dilma não foi afastada por causa disso e mostrar a própria posição do
Ministério Público Federal dizendo que não tem operação de crédito. Esse era o
centro da acusação deles [autores do pedido de impeachment], que cai por
terra.”
Apesar de reconhecer que o julgamento na Comissão do Impeachment tem um componente mais político do que jurídico, Cardozo disse confiar na possibilidade de arquivamento da denúncia.
Apesar de reconhecer que o julgamento na Comissão do Impeachment tem um componente mais político do que jurídico, Cardozo disse confiar na possibilidade de arquivamento da denúncia.
“Acredito que mesmo os que
politicamente defendem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff,
diante a situação que acontece a cada dia, vão ficar muito constrangidos. Quem
tiver um pouco de preocupação com coerência, com demonstrar que age de forma
justa, vai ficar muito constrangido. Será constrangedor dizer que há crime
nesse caso.”
De Brasília, Ivan
Richard - Repórter da Agência Brasil, 14/07/2016, às 21h40, atualizada em
15/07/2016




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