Ex-sócio de Funaro
negocia delação e cita Geddel
Em fase de negociação de delação
premiada no âmbito da Operação Lava Jato, o empresário Alexandre Margotto,
acusado de participar de esquema de desvios na Caixa Econômica Federal, diz ter
detalhes de reuniões de políticos com Lúcio Funaro, operador de Eduardo Cunha e
de quem é ex-sócio.
Segundo reportagem de Fábio
Fabrini e Fabio Serapião, do Estadão deste sábado, Margotto cita aos
investigados o nome do atual ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer,
Geddel Vieira Lima, que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica no banco, como
um dos que frequentava o escritório da dupla em São Paulo.
Geddel confirma os encontros com
os dois, mas diz não se lembrar com exatidão do que tratava no escritório de
Funaro, quem chama de "um conhecido", nem das datas e do número de
vezes que esteve no local. "Ia por cortesia, não foram tantas vezes",
disse o ministro, que também se encontrou com Funaro em Brasília, além da
capital paulista.
De acordo com as investigações da
Procuradoria Geral da República, Margotto ficava com 4% das propinas pagas a
Cunha e a Funaro no esquema da Caixa. Em troca, o banco liberava investimentos
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ele também foi sócio de Fábio
Cleto, ex-vice-presidente do banco, que também negocia delação premiada.
Margotto foi alvo de busca e
apreensão na Operação Sépsis, da Polícia Federal, deflagrada no início desse
mês. Funaro foi preso na mesma operação.
De Brasília, Brasil247, 16/07/2016, às 06h59
De Brasília, Brasil247, 16/07/2016, às 06h59




Nenhum comentário:
Postar um comentário