Seleção retém muito a bola no primeiro
tempo, mas joga bem no segundo e vence Equador (2x0)

Paulinho comemora 1º gol do Brasil contra o Equador (Imagem: Divulgação)
Se a entrada de Philippe Coutinho foi essencial para a vitória da
Seleção por 2 a 0 sobre o Equador, na Arena do Grêmio, Tite destacou outros
dois aspectos: a força mental da equipe, que não fez um bom primeiro tempo, e
uma mudança tática envolvendo Daniel Alves e Marcelo.
Os dois laterais foram adiantados no segundo tempo para enfrentar a
forte marcação do Equador e criar mais possibilidades de os jogadores de frente
receberem a bola mais perto da área adversária. Deu certo, tanto que Tite
pensou em adiar a substituição de Renato Augusto por Coutinho, mas mexeu para
treinar uma nova alternativa na equipe.
Tite disse que avanço dos laterais fez Brasil jogar melhor
(Foto: Lucas Uebel/Getty Images)
– O ajuste foi prender mais o Paulinho e liberar os dois laterais ao
mesmo tempo. Essa bola iria abrir linha de passe para Neymar, Coutinho, Willian
e Gabriel Jesus receberem num plano mais avançado. O Renato já estava bem. Se
tu olhar na hora da substituição, tivemos duas chances de gols seguidas, eu até
ia segurar, mas como preciso treinar a equipe de outra forma, queria o Coutinho
agressivo por dentro, resolvi mexer mesmo com a equipe bem – explicou o
técnico, que, rouco, levou o auxiliar Cléber Xavier à entrevista para ajudá-lo.
Como inegavelmente a mudança fez o Brasil jogar melhor, o que
inicialmente era uma alternativa pode se tornar a formação principal nas
próximas partidas, com Coutinho centralizado, Willian aberto e Renato Augusto
no banco. Tite admitiu a concorrência.
– Eles vivem uma concorrência contínua. Coutinho e Willian são um
exemplo disso, e como é bom ter o Willian de volta. Um foguete. Não fez o gol
porque faltou um pouquinho de sincronia, mas o um contra um dele é
impressionante. Tu cria a alternativa de ter um foguete de um lado, o Neymar do
outro, o Gabriel, agora o Firmino que te dá muito jogo. De ter o Coutinho. É
onde a equipe puder se moldar. Se começar a vingar, está concorrendo.
Veja os principais trechos da entrevista coletiva de Tite:
Força
mental
– São situações de jogos grandes que inevitavelmente vão acontecer. Tem
que ter um nível de concentração muito alto. Se não tiver mentalmente muito
forte para as adversidades, facilmente deixa de produzir o melhor. Falei no
intervalo para manter o nível de concentração algo e o segundo tempo foi muito
melhor do que o primeiro.
Variações
– A troca de lado do Willian com o Neymar é para dar oportunidade de
sair de uma marcação mais próxima. Não vejo zona de conforto (pela
classificação garantida), e sim de afirmação. Eu disse no intervalo que o nível
competitivo havia sido mais baixo, e eles têm consciência disso. Picotar o jogo
como fez o Equador era normal, nós fizemos lá quando jogamos na altitude, então
não podíamos ficar brabos. Fizemos faltas próximas à área, outro erro. Temos
que ser gelados.
Colômbia
Começo a estudar agora, estava com um peso grande do Equador. A comissão
técnica já começou a estudar, mas não tem violência. Tem competitividade leal,
como foi hoje.
Mais
testes
– Gosto de usar o termo oportunidade. Testes não damos para quem tem
competência confirmada. O cara vem para a Seleção porque tem o carimbo de
grande atleta. Eu queria ter mais tempo para oportunizar, ver o Luan flutuar.
No primeiro treino eu o chamei com o mapa de calor das ações dele, para ver
como transita na área, dizer que teria essa liberdade com a bola. Tenho pouco
tempo, não dá para ficar transformando coisas.
Miranda
A primeira informação é que ele tinha tomado uma pancada e tinha
necessidade da substituição. Não vou falar termos para não falar besteira, mas
ele já estava bem agora.
De Porto Alegre, Alexandre Lozetti, Edgard Maciel de
Sá, Diego Guichard, Eduardo Deconto e Eduardo Moura, globo.com/ge,
01/09/2017 05h20




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