Nova denúncia de Janot pegará Temer mais
frágil

Michel
Temer está frágil e vulnerável, às vésperas de ser denunciado por obstrução
judicial e organização criminosa.
A
avaliação é feita por seus próprios aliados, que foram parceiros no golpe de
2016 e o ajudaram a escapar da primeira denúncia oferecida pelo
procurador-geral Rodrigo Janot, por corrupção passiva, no caso das malas da
JBS.
Depois
de se tornar o primeiro ocupante da presidência da República na história do
Brasil denunciado por corrupção e de conseguir se safar comprando deputados,
Temer terá mais dificuldades agora.
O
motivo é a insatisfação da sua base aliada – enquanto alguns deputados alegam
ter levado calote nos favores prometidos, outros questionam a permanência de
"traidores" no governo e ainda aqueles que se preocupam com a própria
reeleição, uma vez que Temer é rejeitado por 93% dos brasileiros, segundo a
pesquisa Ipsos.
"A
base apresenta certa vulnerabilidade. E é imprevisível o que vai acontecer,
dependendo dos elementos da nova denúncia", diz Efraim Filho (DEM-PB), em reportagem de Catarina
Alencastro e Cristiane Jungblut, no Globo.
"Desde
o momento seguinte à votação da última denúncia, o governo vem tentando
reorganizar a base. O presidente ainda não conseguiu se safar dessa realidade
que é a fragilidade da base. Se de fato vier uma nova denúncia, quanto maior o
desgaste, mais corroída fica a relação dele com a base. Vamos ver se vai vir
essa denúncia, se é consistente. Se tiver, entorna o caldo", diz o líder
do PSD, Marcos Montes (PSD-MG).
Além
disso, com o Brasil quebrado pela depressão econômica produzida por Temer e
Henrique Meirelles, há menos espaço para emendas e favores aos parlamentares.
De Brasília, Brasil 247, em 01/09/2017, às 05h55


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