Temer já começou a abrir os cofres para
barrar 2ª denúncia na Câmara

Michel Temer já deu início às suas manobras — com dinheiro público— para
barrar a segunda denúncia contra ele na Câmara. Pressionado pela segunda denúncia da PGR, por organização criminosa e
obstrução de Justiça, e diante da falta de disposição da base de dar quórum
para a leitura da peça e sua tramitação, Michel Temer prepara a liberação de
mais dinheiro para programas como o refinanciamento de dívidas Refis e o Bolsa
Família. Contra a vontade da equipe econômica, que desejava preservar a
arrecadação prevista de R$ 13 bilhões no Refis, a Casa Civil acertou uma
proposta mais flexível, alterando as regras de refinanciamento das dívidas das
empresas.
Segundo jornal O Globo e o “Jornal Nacional”, a nova proposta contempla
quatro pontos principais na renegociação das dívidas: para pagamento à vista,
desconto de 90% nos juros, 70% nas multas e 25% nos encargos; para pagamentos
em até 145 parcelas, desconto de 80% nos juros, 50% nas multas e 25% nos
encargos; para pagamento em até 175 parcelas, descontos de 50% nos juros, 25%
nas multas e 25% nos encargos.
(Merchandising)
Quem tem dívida de até R$ 15 milhões pode dar
entrada de 5% ao invés de 7,5% da proposta original. A medida agrada aliados,
especialmente empresários. O prazo de adesão ao Refis termina sexta-feira. Temer
deve anunciar ainda um programa complementar ao Bolsa Família, que inclui 3
milhões em microcrédito.
Na segunda-feira, uma nova tentativa de leitura da denúncia contra Temer
e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral)
no plenário da Câmara foi frustrada, como já havia ocorrido na sexta-feira. Com
o novo fracasso, o Planalto passou a admitir o risco de a tramitação da
denúncia se alongar. O governo trabalhava para conseguir concluir o
arquivamento até o dia 11 de outubro, mas começou a admitir a hipótese de a
tramitação durar ao menos mais uma semana.
Recorde
de emendas
No dia em que a Procuradoria Geral da República denunciou Michel Temer
pela segunda vez, o governo liberou R$ 65 milhões em emendas parlamentares. Foi
numa quinta-feira, 14 de setembro, o dia em que os deputados mais receberam
dinheiro até agora durante o mês de setembro. O segundo dia em que houve mais
pagamento de emendas foi 19 de setembro, um dia antes de o Supremo Tribunal
Federal concluir o julgamento que liberou o envio da denúncia para a Câmara. O
levantamento é do partido Rede Sustentabilidade, feito apedido da Rádio CBN.
O deputado que reuniu as informações, Alessandro Molon, disse que vai ao
Ministério Público denunciar novamente que está havendo compra de votos para
barrar a denúncia contra Temer.
De Brasilia, Brasil247, em 26/09/2017




Nenhum comentário:
Postar um comentário