Geddel Vieira
Lima chega a Brasília após ser preso em Salvador
O ex-ministro Geddel Vieira Lima chegou ao
aeroporto de Brasília hoje à tarde, após ser preso pela manhã em Salvador. Ele
foi levado à Superintendência da Polícia Federal (PF) e, após conversar com
advogados, prestará depoimento ao delegado da PF.
Há três dias, a Polícia Federal encontrou mais de
R$ 51 milhões, atribuídos a ele, em um apartamento na capital baiana. Após o
depoimento sobre o caso, Geddel passará por exame de corpo de delito no
Instituto Médico Legal e ficará preso no Complexo Penitenciário da Papuda.
A prisão foi feita pela Polícia Federal, pouco
antes das 7 horas, no condomínio residencial onde Geddel cumpria prisão
domiciliar, no Bairro da Barra, região nobre da capital baiana. Foram
cumpridos hoje dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão
em Salvador, como parte da Operação Cui Bono, que investiga desvios de recursos
em vice-presidências na Caixa Econômica Federal. O segundo mandado de prisão
foi emitido contra o superintendente da Defesa Civil de Salvador, Gustavo
Ferraz.
O pedido de prisão de Geddel argumenta a
necessidade de medidas para evitar “a destruição de elementos de provas
imprescindíveis à elucidação dos fatos”. Após a solicitação, o juiz federal
Wallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, autorizou o cumprimento
dos mandados, para recolher provas de crimes como corrupção passiva, lavagem de
dinheiro e organização criminosa.
Na última terça-feira (5), a Polícia Federal apreendeu
malas e caixas de dinheiro, em um apartamento na Graça, em Salvador. O
proprietário, Sílvio Silveira, confirmou em depoimento, que emprestou o imóvel
a Geddel, que teria pedido para guardar pertences do pai, que morreu no ano
passado. Até a manhã de hoje, Geddel cumpria prisão domiciliar.
A primeira fase da Operação Cui Bono foi deflagrada
pela PF em 13 de janeiro deste ano e investigou esquema de fraude na liberação
de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. De acordo
com a investigação, entre março de 2011 e dezembro de 2013, a
vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel
Vieira Lima.
Defesa
Após o cumprimento de prisão preventiva, a defesa
do ex-ministro informou, em nota, que se manifestará “somente quando tiver
acesso aos autos”. Segundo informou o advogado de Geddel, Gamil Föppel, ele
ainda não teve acesso aos documentos que são mencionados no decreto de prisão.
Na mesma nota, o advogado lamenta que o direito de
defesa “seja tão reiteradamente desrespeitado”, porque alega que o acesso “a
elementos de prova, já documentado nos autos” não pode ser impedido.
De Brasília, Por Kariane
Costa e Sayonara Moreno para a Agência Brasil, 08/09/2017, às 18h26
Rua Viriato de Medeiros, 881 - Sobral (CE)


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