MPF pede bloqueio de R$ 154 mi de Jorge
Picciani e do filho
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O Ministério Público Federal, na 2ª Região, pediu ao Tribunal Regional
Federal da 2.ª Região (TRF2) o bloqueio de R$ 154,46 milhões do presidente da
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), e do filho
dele Felipe Picciani, alvos da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava
Jato. Jorge Picciani foi levado a depor e Felipe foi preso pela Polícia
Federal. O MPF também quer que o bloqueio atinja ainda as empresas da
família Picciani.
“Mostra-se necessária e urgente a decretação de ordem judicial para
determinar o bloqueio dos ativos em nomes dos representados, incluindo pessoas
jurídicas vinculadas diretamente envolvidas nos atos de corrupção e as que se
relacionam com a lavagem de ativos, conforme já explicitado na medida cautelar
de afastamento do sigilo bancário e fiscal e reconhecido ante o deferimento do
pedido”, requereu a Procuradoria da República ao desembargador Abel Gomes. O
relato foi publicado no blog do Fausto Macedo.
O presidente da Alerj é suspeito de receber propina da caixinha da
Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de
Janeiro (Fetranspor). A Justiça mira uma fazenda onde fica a empresa
Agrobilara, que pertence à família Picciani. Felipe comanda o negócio, que tem
como sócios o pai, e os irmãos Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Rafael
Picciani, deputado estadual.
Também são alvos da operação os deputados estaduais Paulo Melo (PMDB) e
Edson Albertassi (PMDB) e outros dez suspeitos por corrupção e outros crimes
envolvendo a Assembleia Legislativa. A Procuradoria da República pediu o
bloqueio de R$ 108,61 milhões de Paulo Melo, de R$ 7,68 milhões
de Edson Albertassi.
A Justiça investiga o uso da presidência da Alerj e outros postos da Casa
para a prática de corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão
de divisas.
De acordo com as investigações, Jorge Picciani, seu antecessor,
Paulo Melo, e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma
organização integrada ainda pelo ex-governador Sérgio Cabral e que vem se
estruturando desde os anos 90.
Os alvos com prisão preventiva decretada são os empresários Lélis
Teixeira, Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras, investigados na Operação
Ponto Final, além de Jorge Luiz Ribeiro, Andreia Cardoso do Nascimento
e Carlos Cesar da Costa Pereira. Os presos temporários são Felipe
Picciani, Ana Claudia Jaccoub, Fabio Cardoso do Nascimento e Marcia Rocha
Schalcher de Almeida.
A defesa de Jacob Barata Filho informou que não pode se manifestar
porque não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação e pedirá o
restabelecimento das medidas que foram ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal,
que havia decidido pela liberdade de Barata.
De Brasília,
Brasil 247, em 14/11/2017



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