Senado pode
votar hoje voto distrital misto e mais recursos para a saúde
O projeto que cria o voto distrital misto abre a
pauta de votações na sessão de hoje (21) do Senado. De autoria do senador
Eunício Oliveira (PMDB-CE), a proposta (PLS 345/2017) tramita em regime de
urgência e junto com mais dois projetos.
O projeto institui o sistema distrital misto para
as eleições dos deputados federais, estaduais, distritais (DF) e vereadores. De
acordo com o texto, estados e municípios serão divididos em distritos e os
eleitores terão direito a dois votos: um para o candidato específico do seu
distrito eleitoral e outro para um partido de sua escolha.
Dessa forma, parte das vagas em disputa será
preenchida por representantes distritais (sistema majoritário) e a outra a
partir das listas de candidatos ordenadas pelos partidos. Nesse último caso, o
que decidirá os vencedores é a votação proporcional de cada partido.
Saúde
Outro item da pauta é o projeto que destina ao
Fundo Nacional de Saúde (FNS) o dinheiro arrecadado com impostos sobre
medicamentos e derivados de tabaco. Conforme a proposta (PLS 147/2015), do
senador Otto Alencar (PSD-BA), os recursos cobrirão os gastos com ações e
serviços públicos de saúde.
O projeto vincula ao FNS a arrecadação de quatro
tributos: Imposto de Importação (II), Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre a Renda de Pessoas Jurídicas
(IRPJ).
Maternidade
Os senadores também devem votar o projeto que
permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo nos casos de
maternidade ou de adoção. Proposta pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a
matéria foi aprovada em setembro na Comissão de Educação, Cultura e Esporte
(CE).
O projeto, que tem relatório favorável da senadora
Marta Suplicy (PMDB-SP), possibilita a ampliação de prazo de bolsas de estudo
ou pesquisa, concedidas por agências de fomento, que tenham duração mínima de
12 meses. A validade poderá ser estendida por até 120 dias.
O benefício poderá ser dado depois de comprovado o
afastamento temporário da bolsista em virtude do parto, bem como a quem obtenha
a guarda judicial para fins de adoção.
Aviação
Também consta da pauta de votações o projeto que
fixa o limite de 12% para a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação, utilizado em operações dentro
do país de transporte aéreo regular, não regular e de serviços aéreos
especializados.
O combustível é o item que tem maior mais
influência no cálculo dos custos operacionais das companhias aéreas.
Atualmente, essa alíquota varia de 12% a 25%, dependendo do estado onde ocorre
o abastecimento.
O projeto original, do senador Randolfe Rodrigues
(Rede-AP), estabelece a alíquota máxima de 18% na cobrança pelos estados do
ICMS sobre o querosene de aviação. Com as mudanças do relator, senador Telmário
Mota (PTB-RR), o teto fica em 12% e a palavra "querosene" foi
substituída por "combustível" de aviação.
A alteração, sugerida pelo senador Vicentinho Alves
(PR-TO), beneficia as empresas de transporte aéreo regular e não regular que
utilizam gasolina de aviação.
Jogos
A legalização dos jogos de azar e a reabertura dos
cassinos no Brasil estão em análise na Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ), que tem reunião marcada para amanhã (22), a partir das 10h. O
projeto, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), autoriza a exploração de jogos online ou
presenciais em todo o território nacional.
A proposta original foi alterada pelo relator,
senador Benedito de Lira (PP-AL), transformando-se em um texto substitutivo,
que foi apresentado aos integrantes da comissão na reunião do dia 8 deste mês.
O processo de discussão e votação foi adiado para atender a um pedido de vista
coletiva.
Pelo texto do relator, a regulamentação das apostas
deverá contemplar jogo do bicho, bingo, videobingo e videojogo, cassinos em
complexos integrados de lazer, apostas esportivas e não esportivas e
cassinos online.
De Brasília, Graça Adjuto, repórter da
Agência Brasil, 21/11/2017, às 05h53




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