Temer corta 5,2 milhões de pessoas do bolsa família

Mais
de R$ 10 bilhões dos programas Bolsa Família, aposentadoria por invalidez e
auxílio-doença foram cortados para cobrir o rombo do déficit assistencial. O
governo alega que o corte foi baseado em uma operação pente fino, que buscou
corrigir irregularidades. 5,7 milhões de pessoas foram atingidas: 5,2 milhões
do Bolsa Família e 478 mil dos auxílios-doença e aposentadoria por invalidez.
Governo quer cortar mais R$ 20 bilhões.
O
levantamento das supostas irregularidades dos programas de proteção social está
a cargo do Cmap (Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas),
criado em 2016 por uma portaria do governo. O comitê é formado pelos
ministérios do Planejamento, Fazenda, Transparência e Controladoria-Geral da
União, e Casa Civil, órgãos que vem sendo acusados de aparelhamento e de
encenar um jogo de cartas marcadas no andamento dos processos e delações da
Lava Jato.
O
comitê lança sua tesoura também para outros programas institucionais: há
avaliações em andamento do Fies (Financiamento Estudantil), do seguro defeso
(espécie de seguro desemprego temporário do pescador artesanal) e o BPC
(Benefício de Prestação Continuada).
“Os
primeiros cortes começaram em 2016, quando se deu início aos cruzamentos de
dados do Bolsa Família. Nessa fase, concluiu-se que R$ 790 milhões vinham sendo
pagos a pessoas com renda mensal média acima de R$ 178. Os cruzamentos se
tornaram uma rotina e foram incluídas outras bases de dados do governo federal.
Pescadores com registro na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) com
renda superior à permitida constavam no cadastro do Bolsa Família, por exemplo.
A
base de dados de servidores públicos também permitiu identificar milhares de
vereadores que recebiam recursos do programa. Com essas informações em mãos,
neste ano outros R$ 209,6 milhões deixaram de ir para o bolso de famílias acima
da renda máxima exigida.
De Brasília (DF),
Brasil 247, em 24/07/2018, às 04h15
(Clic na imagem inferior, para ampliá-la)



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