PATOLOGIA JURÍDICA
Inocêncio Nóbrega (*)
Nação é um
corpo vivo, que em geral, tem como cérebro a Constituição, e coração, o Pensamento
de seu povo, estimulado por normas de conduta: estado de direito e democracia. São aspectos anatômicos que se convergem.
Quando esse processo estrutural é atacado, prejudica seu funcionamento, sintoma de uma doença degenerativa, que transmudada
da linguagem médica aqui chamaremos de patologia jurídica. É provocada por
situações internas ou por agentes virais humanos formados no exterior, a
promover a descontrolada alteração tecidual, a perverter os valores morais e
éticos da população.
Aprimorada pela Harvard University, sob denominação específica de lawfare, trata-se de um fenômeno epidêmico, que vem fortemente grassando
o Brasil, e já atinge outros países da América Latina. Entre nós, sua
administração se dá em presas ilegalmente mantidas em cárceres, sem provas de
delitos cometidos, mas que servem de cobaia, a exemplo de Lula, para satisfação sádica de seus algozes.
Curitiba, Brasília, P. Alegre, Rio de Janeiro e S. Paulo sediam campos de
concentração de destruição democrática, onde laboratórios de experiência,
embora rigorosamente não letais. Aplicam-se torturas psicológicas e demais
procedimentos em desacordo com os direitos humanos, notoriamente comandados
pelo juiz Sérgio Moro, contumaz frequentador do Deptº de Justiça dos EUA. A história lhe aplicará merecida sentença.
Por que os dirigentes populares são
tratados como bandidos? Rafael Correa, do Equador, onde já está preso o
vice-presidente Jorge Glass; Cristina Kirchner, Argentina, acusada por um
desqualificado magistrado? Na Nicarágua, pagam-se pessoas para desestabilizarem
o governo de Daniel Ortega. Na Venezuela, Nicolás Maduro convive com uma
oposição igualmente financiada. Enfim, um complô internacional, um tanto ao
modo das Operações Condor e Bandeirante.
Às ditaduras dos anos 60/70 no Cone
Sul, como efeito dominó seguiu-se uma pausa redemocrática, ora em perigo. Buscam-se
parlamentos para instalação de golpes e Judiciário para sua serventia, que se
interage no Continente americano. Na Justiça brasileira cristalizam-se, como
súmulas formais, a inversão hierárquica entre seus membros e preceitos
constitucionais, cujas convicções substituem as provas, nos julgamentos. São armas
defendidas pelo dogma lawfareano,
destinadas penalizar e destruir lideranças progressistas, até exaustão. A
embaixatriz Lorena Martinez prescreve, como remédio de combate à moléstia, denúncias
e protestos ao alcance, nos lares, ruas, filas jornais, reuniões. É o antídoto
de que dispomos, usado pacificamente contra o engodo desses atores golpistas e criminosos
de lesa-pátria.
(*) Inocêncio Nóbrega é jornalista - (inocnf@gmail.com). Publicado em 24/07/2018


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