Caos no Enem
prejudica milhões de estudantes e pode levar alunos à Justiça

Jair Bolsonaro | Abraham Weintraub (Foto: PR | ABr | USP Imagens)
Alunos
estão apreensivos após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reconhecer no
sábado (18) que houve "inconsistências" na correção dos gabaritos do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. De acordo com o titular da pasta, a
falha ocorreu na transmissão das informações. Quem fez prova de uma cor teve o
gabarito corrigido como se fosse outra cor.
De acordo com o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem,
3,9 milhões de pessoas fizeram as provas em 3 e 10 de novembro. O Inpe informou
que a revisão será feita nos dois dias do Exame.
O ministro disse que o erro
atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame
– o equivalente a 3,9 mil candidatos
O desempenho no Enem é critério
para concorrer no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas
em universidades federais no País. O período de inscrições foi mantido: vai de
terça-feira (21) a sexta-feira (24).
Virgínia Medina, 20 anos, tenta
pela quarta vez entrar em medicina. "Meu medo é o erro não ser corrigido e
eu ser prejudicada no Sisu. Foi um ano inteiro de investimento. Eu morei em
outra cidade para fazer cursinho, paguei as aulas, estudei bastante e agora
comecei a me preocupar, porque aquela nota não condiz com a minha
preparação", disse ela ao G1.
De Brasília, Brasil 247, publicado em 20/01/2020, às
10h04

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