CNC: intenção de consumo das famílias
tem melhor janeiro desde 2015

Em relação
ao mesmo período de 2019, crescimento foi de 1,2%
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A Intenção
de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a 97,1 pontos em janeiro, alcançando seu
melhor resultado para um mês de janeiro desde 2015. Segundo a
pesquisa, divulgada hoje (22), em relação ao mesmo período de 2019, houve
crescimento de 1,2%.
Com o
ajuste sazonal, a ICF apresentou uma retração mensal de 0,3%. Apesar de ser
a segunda consecutiva na série dessazonalizada, a queda foi menos
intensa do que a registrada em dezembro de 2019
(-0,8%).
De acordo
com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os números mostram que os
consumidores estão cautelosos com seus gastos no curto prazo, mas representam
um cenário mais otimista no longo prazo, além de serem um indicativo de que a
economia brasileira deve ter um 2020 melhor que 2019.
“Os
resultados estão alinhados com uma melhora da percepção econômica, já
sinalizada pelo aumento da confiança dos empresários do comércio, que também
teve seu melhor janeiro em anos. Os indicadores medidos neste primeiro mês
traduzem uma recuperação gradual, impulsionados pela inflação baixa e redução
nas taxas de juros”, afirmou, em nota.
Crédito
O item
acesso ao crédito apresentou aumento de 0,3% na passagem de dezembro para
janeiro, após queda de 1,2% em dezembro. O indicador atingiu 91,7 pontos, o
maior nível desde maio de 2015. Na comparação anual, o crescimento foi de 5,6%.
Segundo a
CNC, a melhora na percepção das famílias em relação ao mercado de crédito
também pode ser observada pela redução da quantidade de brasileiros que
acredita que comprar a prazo está mais difícil: 39% contra 39,7% em dezembro e
40,5% em janeiro de 2019.
A parcela
de brasileiros que avaliou o momento como positivo para comprar bens duráveis
atingiu 34,6%, o maior percentual desde abril de 2015 e acima dos 32,7%,
observados no mês anterior, e dos 32% registrados em janeiro passado. Dos sete
componentes da ICF, este foi o item que apresentou as maiores variações
positivas em ambas as bases de comparação – mensal (+3,3%) e anual (+7,4%) –,
chegando ao melhor patamar desde abril de 2015.
Renda
Outro
destaque da pesquisa foi o indicador renda atual, que apresentou crescimento de
3,8% em relação a janeiro do ano passado, chegando a 112,7 pontos e alcançando
o maior nível desde maio de 2015. O item registrou retração no comparativo mensal,
com queda de 1,3%. O item emprego atual contabilizou queda de 1,6% na passagem
de dezembro para janeiro.
Segundo a
economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva, essas
quedas podem ser explicadas pelo fato de janeiro ser um mês em que
uma parte dos contratos de empregos temporários é encerrada. “Normalmente,
também há uma redução de renda neste período, visto que os funcionários não
sentem os efeitos do benefício do décimo terceiro e da disponibilidade do saque
do FGTS, como em dezembro. Além, claro, dos gastos sazonais no início do ano,
como IPTU, IPVA e matrículas escolares.”
Do Rio de Janeiro,
por Agência Brasil, publicado em 22/01/2020, às 12h02



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