AGU aguarda dados para recorrer de suspensão de resultados do Sisu
Técnicos se reuniram pela manhã no
Ministério da Educação
(Foto: Wesley Mcallister/AscomAGU)
(Foto: Wesley Mcallister/AscomAGU)
Após reunião com técnicos do
Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a Advocacia-Geral da União (AGU) disse
hoje (27) que aguarda o recebimento de novos dados e notas técnicas antes de
recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) da decisão do Tribunal Regional
Federal da 3ª Região (TRF3), que suspendeu a divulgação do resultado das
inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Na noite de ontem (26), a desembargadora
Therezinha Cazerta, do TRF3, decidiu manter em vigor uma liminar concedida pela
Justiça Federal de São Paulo que impede a divulgação dos resultados amanhã
(28), como estava previsto. A magistrada manteve a suspensão da divulgação sob
alegação de que o governou ainda precisa dar um posicionamento “seguro e
transparente” sobre a correção do Enem. Cerca de 1,5 milhão de estudantes de
inscreveram no programa.
Ao confirmar o
recurso ao tribunal, a AGU disse, em nota, que qualquer nova medida "não
alterará o resultado das notas dos candidatos e o eventual adiamento ou
suspensão de prazos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) causará prejuízos
incalculáveis às instituições de ensino e aos candidatos interessados em
acessar a educação superior por meio dos processos seletivos realizados pelo
governo federal, bem como ao início do calendário universitário".
Histórico
No
sexta-feira (25), a Justiça Federal de São Paulo havia determinado a suspensão
da divulgação dos resultados do Sisu até que o governo federal demonstre a
correção das provas apontadas com problemas por estudantes de todo o país. O
tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa
diária de R$ 10 mil. A decisão foi
motivada por pedido da Defensoria Pública da União (DPU). Na petição, o órgão
cobra que o Ministério da Educação comprove com documentos a realização da
revisão dos testes prejudicados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além
disso, reivindica a explicação sobre os parâmetros utilizados nesse
procedimento. O erro, argumentou a DPU,
teria impactado não apenas os estudantes, mas o desempenho de todos os
participantes, uma vez que notas de corte e a classificação são atribuídas a
partir das notas de todos os alunos que realizaram a prova. “Tendo em vista que as notas das provas que
foram revisadas podem ter sofrido substancial alteração, é certo que há a
potencialidade de gerar algum impacto, ainda que de décimos, nos resultados
finais de todos os candidatos, o suficiente para significar o acesso à vaga”,
destaca a petição.
De Brasília, por Felipe
Pontes, repórter da Agência Brasil, publicado em 27/01/2020, às 13h58


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