Filho de Lula sob ataque da
Lava Jato e da velha mídia

A
força-tarefa Lava Jato está forçando a barra contra Fábio Luís Lula da Silva, o
Lulinha, ao condicionar a delação premiada do executivo Otávio Marques de
Oliveira, ex-presidente da Andrade Gutierrez.
Primeiramente um esclarecimento: a delação é um “negócio jurídico” cujo
modelo foi importando dos Estados Unidos; a exemplo de uma relação
consumerista, ou compra e venda, se houver algum tipo de vício da vontade
–erro, dolo, coação, estado de perigo e lesão– o negócio (delação) é nulo.
Dito isto, a Lava Lato faz uma ginástica danada para estabelecer uma
conexão impossível entre a telefônica Oi, Andrade Gutierrez, Petrobras, Sítio
de Atibaia, Lulinha e o pai dele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT).
A força-tarefa foi criada na 13ª Vara Federal de Curitiba com o intuito
de investigar supostos ilícitos na Petrobras, qual seja, tudo que extrapole
esse escopo também extrapola a competência jurisdicional do juízo (não vale
nada).
A estapafúrdia tese da Lava Jato é que o ex-presidente Lula comprou o
sítio, que não é dele, com dinheiro de propina, que supostamente foi atribuída
a seu filho Lulinha por meio da Gamecorp.
Como é padrão da força-tarefa, não há prova alguma. Somente delações. E
é por isso que os procuradores da “República de Curitiba” pressionam o
ex-presidente da Andrade Gutierrez. Sem a confissão do ex-executivo não tem
como incriminar Lulinha e, por consequência, Lula.
A pressão em cima de Otávio Marques de Oliveira se iguala a uma tortura
(psicológica, que seja, mas tortura) e isso invalida todo o processo penal.
A situação é análoga ao sujeito que coloca uma arma na cabeça de alguém
para obter uma vantagem (‘ou você transfere seu imóvel para o meu nome ou você
morre’).
Com base em “evidências” e nenhuma prova, o Ministério Público Federal
(MPF) agora tenta um xeque-mate no réu: ou entrega Lulinha ou sua delação será
anulada.
Marques de Oliveira foi condenação pelo ex-juiz Sérgio Moro a 18 anos de
prisão. Cumpriu oito meses da pena. Foi solto graças à delação premiada, porém,
após novas buscas e apreensões em seus endereços, a Lava Jato pressiona para
que o ex-presidente da empreiteira dedure, invente, mas entregue Lulinha.
O esquema funciona como na época da ditadura militar: se não entregar
ninguém, o interrogado (delator) é castigado fisicamente. No caso de Otávio
Marques de Oliveira, a ameaça é dele voltar à cadeia.
Evidentemente, essa estripulia é mais um crime cometido pela
força-tarefa Lava Jato.
Agora, o que choca é o silêncio da velha mídia. Ela compactua com as
ilegalidades da “República de Curitiba” sob o manto da “imparcialidade”
jornalística, que apenas é “mensageira” e não parte. Bobagem. Os jornalões são
lenientes com a tortura e os crimes da força-tarefa.
Assim como o ataque à liberdade de expressão, a tortura psicológica
também é um crime lesa-humanidade.
Por Esmael
Morais – Blog do Esmael, publicado em 29/01/2020


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