Bolsonaro diz
que irá anular recondução de ex-assessor que usou avião da FAB
Decisão de anular a nomeação foi anunciada por Bolsonaro no Twitter na manhã desta quinta-feira
(Foto: Sergio Lima / AFP)
O presidente Jair Bolsonaro anunciou que irá anular a nomeação de
José Vicente Santini ao cargo de assessor especial de relacionamento externo da
Casa Civil. Santini, ex-número 2 da Casa Civil, havia sido reconduzido à pasta
após ser exonerado por Bolsonaro do cargo de secretário-executivo ao utilizar
um jato da FAB (Força Aérea Brasileira) para uma viagem para a Índia.
É a segunda exoneração de Santini em uma semana. Enquanto esteve no
cargo de secretário-executivo da Casa Civil, Santini estava abaixo somente do
comandante da pasta, ministro Onyx Lorenzoni (DEM).
A decisão de tornar a nomeação sem efeito foi anunciada em sua conta de
Twitter, na manhã desta quinta-feira (30). Segundo Bolsonaro, a anulação será
publicada em Diário Oficial, bem como a exoneração do cargo do interino da Casa
Civil, e a transferência da Secretaria Especial da PPI (Programa de Parcerias
de Investimentos) para o Ministério da Economia.
A recondução de Santini - agora cancelada - ao novo cargo foi a um apelo
dos filhos de Bolsonaro: o deputado federal Eduardo (PSL-SP) e o
senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), de quem eram amigos de
longa data.
No cargo de "número 2" da Casa Civil, de natureza especial,
Santini recebia um salário bruto de R$ 17.327,65 mensais. No novo cargo que
ocuparia, de categoria DAS 102.6, a remuneração prevista seria de R$ 16.944,90
(R$ 382,75 a menos).
Em Brasília, Santini estudou em colégio militar e conviveu com Eduardo Bolsonaro
e Flávio Bolsonaro por ser filho de general do Exército. No governo desde
janeiro, Santini participava de churrascos e festas com a família do presidente
e fazia questão de divulgá-las em suas redes sociais.
Voo e demissão
Santini foi demitido pelo presidente na terça-feira após usar um jato da
FAB para uma viagem para a Índia. Bolsonaro considerou “inadmissível” o uso da
aeronave em um voo para três servidores.
“O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros
antigos foram de avião comercial, classe econômica. Eu mesmo já viajei no
passado, não era presidente, para a Ásia toda de classe econômica”, disparou
Bolsonaro no Palácio da Alvorada.
Da Redação de Yahoo Notícias, em 30/01/2020, às 07h30



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