Em meio a
escândalo na Secom, Bolsonaro reclama de 'tanta oposição' e se faz de vítima

Jair Bolsonaro fala à imprensa no palácio da Alvorada (Foto:
José Cruz/Agência Brasil)
Nesta
quinta-feira (16), Jair Bolsonaro reclamou das funções que exerce ao afirmar
que que "sua vida praticamente acabou depois das eleições". Segundo
ele, não é fácil governar com "tanta oposição".
De acordo com relato de
jornalistas, Bolsonaro estava com a voz chorosa e visivelmente emocionado ao
declarar que considera um fardo ocupar a Presidência da República.
"Não queira estar no meu
lugar. Sabia que ia ser difícil, mas temos aqui uma prova viva que devemos
lutar pelos nossos filhos", disse ele, em referência aos jovens
venezuelanos que visitaram nesta tarde o Palácio do Planalto e fizeram uma
apresentação musical.
“Não queiram estar no meu
lugar. Lá atrás, os últimos presidentes gostavam muito de pobre. Estavam
transformando o Brasil em um país de pobres. Iguais", acrescentou.
Bolsonaro ainda afirmou que
foi "quase por um milagre o Brasil conseguiu mudar o seu governo",
mas admitiu que "não é fácil manter a linha que nós queremos manter com
tanta oposição".
Segundo ele, "alguns
reclamam o tempo todo" e mesmo brasileiros teoricamente simpáticos ao
governo "querem que a gente mude o país de um ano para o outro".
"Tem que ter uma
conscientização no Brasil. Minha vida acabou... [pausa emocionada]. Praticamente
acabou depois das eleições. Não estou reclamando disso. Peço apenas que os
brasileiros pensem no seu país", acrescentou.
O encontro com crianças e
adolescentes venezuelanas não estava na agenda oficial de Bolsonaro. Ele
ofereceu um lanche para o grupo de crianças e adolescentes venezuelanas e
aproveitou para atacar o governo da Venezuela e do PT ao falar sobre pobreza,
com direito a transmissão ao vivo na sua página no Facebook.
"Estou um pouco
emocionado porque eu já fui garoto. Lá atrás muitos brasileiros evitaram que o
Brasil por causa de um regime, por ventura, volte. Temos que nos
conscientizar", disse ele, afirmando que os governos petistas ajudaram a
eleger o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez (morto em 2013) e seu sucessor,
Nicolás Maduro.
De Brasília (DF), Brasil 247,
publicado em 16.01.2020, às 19h07


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