Rússia, EUA
e Alemanha articulam paz na Ucrânia
As apostas no caos estão em baixa
na crise internacional aberta pela queda do voo MH 17, da Malaysia Airlines, na
Ucrânia. Após o pedido de cessar-fogo imediato no conflito separatista no País,
o presidente da Rússia, Vladimir Putin, avançou em telefonema para a chanceler Angela
Merkel, da Alemanha, na concordância com uma "investigação completa e
imparcial sobre todas as causas do acidente". Ao mesmo tempo, em
Washington, o chanceler russo Sergei Lavrov e o secretário de Estado
americano, John Kerry, manifestaram que ambos os países concordaram em centrar
esforços para o fim do conflito na Ucrânia.
- Ambas as partes enfatizaram a
importância de uma investigação completa e imparcial sobre todas as
circunstâncias do acidente, disse o serviço de imprensa do Kremlin, citando uma
conversa telefônica entre Putin e Merkel. Acrescentou que os líderes concordaram
que "o derramamento de sangue no leste da Ucrânia deve ser encerrado e que
o grupo de contato entre as duas partes tem de retomar as negociações pelo fim
do conflito".
O voo MH 17 da Malaysia
Airlines caiu na quinta-feira 17, no leste da Ucrânia rebelde perto da
fronteira com a Rússia, matando todos os 298 pessoas a bordo. O governo
ucraniano e insurgentes trocaram acusações, com ambos os lados alegando
ter provas de que a responsabilidade pela queda do avião foi do outro.
No sábado, o chefe de inteligência
da Ucrânia, Valentin Nalivaichenko, disse que o governo e os rebeldes
concordaram em formar uma "zona de segurança" de 20 quilômetros
em torno do local do acidente para facilitar a investigação.
Em Washington, simultaneamente, o
chanceler russo Sergei Lavrov e o secretário de Estado americano, John
Kerry, concordaram em descerrar todos os esforços pelo fim do conflito
separatista na Ucrânia. Em comunicado, os dois países também concordaram
que todas as evidências sobre a queda do avião malaio, incluindo as
caixas-pretas, devem ficar disponíveis para a investigação internacional e os
especialistas devem ter acesso ao local da queda para trabalharem. "Foi
ressaltado que o conflito na Ucrânia não tem solução militar e pode ser
resolvido pacificamente apenas pela elaboração de um consenso nacional",
disse o ministério sobre o telefonema entre Kerry e Lavrov.
O avanço das negociações para uma
solução pacífica para o conflito da Ucrânia mostra a disposição dos países
envolvidos de não aumentarem a tensão despertada pela situação. Apontada como
responsável por armar os rebeldes ucranianos, a Rússia rebateu, inicialmente,
afirmando que a responsabilidade pela segurança no território ucraniano é do
próprio governo local.
Todas as evidências indicam que
foi mesmo o disparo de um míssil buk, fabricado na Rússia e em operação por
rebeldes contra o governo ucraniano, instalado após um golpe parlamentar, que
abateu o avião com 298 passageiros. Não se confirma, porém, a aposta de que
Estados Unidos e Alemanha iriam acuar a Rússia para uma posição de difícil
solução. Está prevalecendo o bom senso entre os líderes.
Publicado em
WWW.brasil24/7, 19/07/2014, às 15h33

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