Extraditado, Pizzolato chega ao Brasil e já está em Brasília
Pizzolato chega a Brasília (Foto: André Coelho/Ag.Globo)
O ex-diretor do Banco do Brasil,
Henrique Pizzolato, acaba de chegar em Brasília, onde vai começar a cumprir
pena com mais de dois anos de atraso. A aeronave cinza da Polícia Federal
pousou no Aeroporto Internacional da capital às 8h46. Vestindo um agasalho
claro e uma calça de moleton, Pizzolato desceu da aeronave escoltado por
agentes da PF. Ele foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, por
peculato e lavagem de dinheiro, mas fugiu para a Itália em setembro de 2013,
antes do fim do julgamento, com um passaporte falso.
Na capital federal, ele será
encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde fará exame de corpo de delito. Um
comboio da Polícia Federal, com três viaturas descaracterizadas, vai levá-lo
durante os deslocamentos em Brasília. Ele será escoltado para o IML, na sede da
Polícia Civil, em um automóvel blindado.
De lá, ele segue para o Complexo
Penitenciário da Papuda para acertar as contas com a justiça brasileira. Na
mesma penitenciária, foram encarcerados outros condenados da Ação Penal 470,
como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio
Soares, e o ex-deputado federal pelo PT, José Genoíno.
Pelo menos doze agentes da PF,
incluindo um médico e um delegado, acompanharão o trajeto do condenado em
Brasília. No início da manhã, Henrique Pizzolato desembarcou em voo comercial
no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
A chegada ao Brasil do ex-diretor
de Marketing do Banco do Brasil encerra um capítulo na história da fuga de um
dos condenados no processo do mensalão, que envolveu também vários recursos
judiciais e tentativas do governo brasileiro de trazê-lo de volta ao Brasil.
Pizzolato foi condenado pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção
passiva, lavagem de dinheiro e peculato, mas, por ter dupla cidadania, fugiu
para a Itália em 2013, com um passaporte falso em nome de um irmão morto. O
ex-diretor foi o único dos condenados que fugiu. Ele foi preso em fevereiro do
ano passado em Maranello, na Itália, após ter o nome incluído na lista de
procurados internacionais da Interpol.
De Brasília, Paulo Victor Chagas –
Repórter da Agência Brasil, 23/10/2015 08h49


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