Mantega defende ajuste
fiscal proposto por Joaquim Levy

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega participa de audiência
pública na CPI do BNDES
na Câmara dos Deputados (Foto: Fabio Rodrigues
Pozzebom/Agência Brasil)
O ex-ministro da Fazenda Guido
Mantega defendeu hoje, (ontem, 27), o ajuste fiscal proposto pelo atual ocupante da
pasta, Joaquim Levy. Em audiência pública na Comissão Parlamentar (CPI) do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que durou pouco
mais de quatro horas, ele declarou ser necessário que o país passe por um
reequilíbrio das contas públicas ao fim de um ciclo de crescimento.
“Reconheço que há necessidade de fazer um
ajuste. Todos os países, depois de determinado ciclo, têm de fazer um ajuste,
procurar diminuir despesas, procurar fôlego para um novo ciclo”, disse Mantega.
Para o ex-ministro, a crise
econômica no Brasil, que atravessa uma fase de baixo crescimento, inflação alta
e aumento do desemprego, decorre do prolongamento da crise internacional. “A
crise atrapalhou tudo. A gente não esperava que ela se prolongasse. Seguindo a
projeção do FMI [Fundo Monetário Internacional], o mundo já teria se recuperado
em 2013”, afirmou. Mantega, no entanto, ponderou que o Brasil tem condições de
superar a crise, principalmente porque mantém um grande estoque de reservas
internacionais, atualmente em torno de US$ 371,5 bilhões.
O ex-ministro da Fazenda disse
ainda que 2015 será o ano mais difícil dos países emergentes, marcado pela
desvalorização cambial, pela queda do preço das commodities (bens primários com
cotação internacional) e fuga de capitais. Para ele, a crise econômica iniciada
em 2008 está na terceira fase, com impacto sobre os países emergentes, como o
Brasil, a China e a Rússia. Segundo Mantega, a crise teve como epicentro os
Estados Unidos, na primeira fase, e a União Europeia, na segunda.
De Brasília, Agência
Brasil, com informações da Agência Câmara, em 27/10/2015, às 20h05, atualizada
em 28/10/2015


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