Kennedy Alencar: Maia
eleva “risco Cunha” para governo Temer
O colunista Kennedy Alencar
destacou nesta segunda-feira, 18, que a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a
presidência da Câmara pode aumentar o risco de retaliação por parte do deputado
Eduardo Cunha (PMDB), fiel aliado da ascensão de Temer e que está prestes a ter
o mandato cassado.
No entanto, há aspectos negativos
para o atual governo. O primeiro deles se chama Eduardo Cunha, deputado federal
do PMDB fluminense que cobra de Temer socorro para preservar o mandato.
"Além da preocupação com uma
retaliação do "Centrão" na aprovação de projetos de interesse de
Temer, o que mais assusta o Palácio do Planalto é a possibilidade de Eduardo
Cunha se tornar um homem-bomba. A cassação de Cunha é importante para que Temer
consiga aprovar o impedimento de Dilma. Se o peemedebista for preservado e
Dilma sofrer impeachment, estará caracterizado em definitivo um golpe
parlamentar contra a petista", afirma Kennedy.
Ele conta que Cunha renunciou à
presidência da Câmara avaliando que isso o ajudaria a evitar a cassação. Junto
com o Planalto, Cunha articulou a eleição de Rogério Rosso (PSD-DF), expoente
do chamado "Centrão", um grupo de partidos conservadores que, se apoiado
pelo PMDB, teria como vencer a disputa contra Maia. Mas a repercussão negativa
de um acordo com Cunha afundou esse entendimento.
De Brasília, Brasil 247,
18/07/2016, às 10h10




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