Geddel rouba r$ 51 milhões e não vai
preso?

Existem pelo menos 51 milhões de motivos para prender Geddel Vieira
Lima, parceiro e braço direito de Michel Temer. Foi esse o valor encontrado
pela Polícia Federal no "bunker" em Salvador ligado ao ex-ministro,
na maior apreensão de dinheiro em espécie da história do País.
Durante o processo que culminou no golpe parlamentar contra a presidente
Dilma Rousseff, Geddel protagonizou em 2015, em Salvador, manifestação
contra a corrupção, defendendo a saída do governo Dilma. "Chega, ninguém
aguenta mais tanto roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os
petistas", disse Geddel.
A prisão domiciliar para Geddel foi concedida a Geddel no dia 12 de
julho pelo desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região
(TRF-1), com sede em Brasília. O desembargador determinou que o peemedebista
fosse solto mesmo sem a tornozeleira e que o equipamento fosse colocado quando
Geddel chegasse à capital baiana.
Quase dois meses depois, o ex-ministro Geddel Vieira Lima cumpre pena no
apartamento onde mora em um prédio em Salvador sem a utilização da tornozeleira
eletrônica.
A prisão dele foi decretada por suspeita de tentar interferir nas
investigações da Operação Cui Bono, que apura fraudes na liberação de crédito
da Caixa Econômica Federal -- ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da
Caixa entre 2011 e 2013.
Até agora, Geddel não deu qualquer explicação nem negou ser "proprietário"
dos recursos. O mais intrigante, no entanto, é ele ainda estar em liberdade.
De Brasília,
Brasil 247, em 06/09/2017, às 13h06


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