Semana no Congresso tem reforma
política, Refis e votação da meta fiscal

Reforma política, Refis e meta fiscal do governo
ocuparão pauta do Senado e da Câmara
esta semana (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
A reforma política volta para
o centro dos debates da Câmara dos Deputados a partir desta segunda-feira (4).
O tema tem se arrastado sem consenso entre os parlamentares e será pauta única
do plenário hoje, a partir das 16h, com a votação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC 282) que, entre outros pontos, proíbe as coligações para as
eleições proporcionais (deputados e vereadores) já a partir das eleições de
2018 e cria uma cláusula de desempenho para as legendas.
De acordo com a relatora da
proposta, deputada Shéridan (PSDB-RR), a votação será possível após acordo com
a presidência da Câmara. A matéria saiu do Senado, mas como foi alterada pelos
deputados e precisará passar novamente pelo Senado.
Segundo a deputada tucana,
mesmo com as modificações feitas no texto, não haverá dificuldades para que o
Senado aprove as mudanças no sistema eleitoral, uma vez que as negociações em
torno da proposta têm sido feitas também com os senadores.
A PEC também prevê uma
cláusula de desempenho para o acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo
de rádio e TV na propaganda eleitoral e partidária, a chamada cláusula de
barreira. Além disso, cria a federação partidária para unir partidos pequenos e,
com a perda do mandato para políticos que migrarem de legendas, fortalece a
fidelidade partidária.
Fundo eleitoral
Nesta semana, a Câmara pode apreciar ainda a PEC 77/03, que institui um
fundo público para custear campanhas eleitorais e altera as
regras para eleição de deputados e vereadores. Com muitas dificuldades de
consenso, porém, o projeto vem apresentando resistências quanto à ordem em que
os temas serão apreciados, já que o fundo, cujo valor cogitado chegou a R$ 3,6
bilhões, causou polêmica na sociedade (LINK).
A votação já foi iniciada no
fim de agosto, quando os deputados decidiram analisar o texto por tópicos, e
deve ser retomada na quarta-feira (6). Essa proposta prevê a adoção do sistema
majoritário para as eleições proporcionais e o financiamento de campanha a
partir de um fundo público.
Na discussão anterior, os deputados já aprovaram a retirada do percentual de 0,5% da receita líquida da União para compor o fundo partidário para custear as campanhas, o que correspondia a R$ 3,6 bilhões em 2018. Ainda não há acordo sobre o tipo de sistema de voto para as próximas eleições
Na discussão anterior, os deputados já aprovaram a retirada do percentual de 0,5% da receita líquida da União para compor o fundo partidário para custear as campanhas, o que correspondia a R$ 3,6 bilhões em 2018. Ainda não há acordo sobre o tipo de sistema de voto para as próximas eleições
De Brasília, Heloisa Cristaldo/Paulo Victor Chagas -
Repórteres da Agência Brasil, 04/09/2017 07h46



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