STF retomará
no dia 23 julgamento que pode restringir foro privilegiado de políticos
A presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para o próximo dia 23 de
novembro a retomada do julgamento que poderá restringir o alcance do foro
privilegiado para políticos na Corte.
O julgamento foi iniciado em
junho, quando quatro dos 11 ministros do STF votaram em favor de limitar o
direito que parlamentares e ministros têm de ser investigados e processados na
Corte somente naqueles casos ligados ao cargo.
Na época, votaram nessa linha
os ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Cármen
Lúcia, mas o ministro Alexandre de Moraes pediu vista, para ter mais tempo para
analisar a questão.
A alteração da atual regra –
pela qual qualquer ministro ou parlamentar é sempre julgado no STF por crimes –
depende de ao menos seis votos dentre os 11 ministros.
Desde setembro, Alexandre de
Moraes liberou seu voto, o que possibilita a retomada do julgamento. A pauta de
novembro não previa inicialmente o julgamento, marcado nesta segunda (13) por
Cármen Lúcia.
Ainda faltam votar, além de
Moraes, os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski,
Gilmar Mendes e Celso de Mello.
Atualmente, qualquer ocupante
de cargo de ministro no governo ou mandato parlamentar só pode ser investigado
ou processado criminalmente no STF, por atos que tenha praticado em qualquer
tempo, mesmo se não relacionados ao cargo.
A proposta em discussão no
STF limita o foro somente para atos praticados durante e em razão do exercício
do cargo. Relator da proposta, o ministro Luís Roberto Barroso disse que, com
essa nova regra, mais de 90% dos processos e inquéritos sobre políticos
atualmente em trâmite no STF seriam enviados a instâncias inferiores.
Por Renan Ramalho, G1, Brasília, 13/11/2017,
às 14h15



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