terça-feira, 19 de maio de 2020

Política

Partidos pedem no Conselho de Ética do Senado cassação de Flávio Bolsonaro
 Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Os partidos PT, PSOL e Rede Sustentabilidade ingressaram nesta segunda-feira (18) com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética do Senado. Esses partidos pedem a cassação do mandato de senador do filho de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro é peça central em investigação da Polícia Federal vazamento de uma operação da corporação. Também o Ministério Público Federal vai investigar o caso. 
Em entrevista à Folha de S. Paulo neste domingo (17), o empresário Paulo Marinho disse que, segundo ouviu do próprio filho de Jair Bolsonaro, um delegado da PF antecipou em pleno segundo turno da eleição presidencial, poucos dias antes da votação, que a Operação Furna da Onça, então sigilosa, seria realizada. A operação não foi deflagrada em outubro para não prejudicar a eleição de Bolsonaro. 
Os partidos que entraram com a representação pedem que o senador Flávio Bolsonaro seja afastado do cargo de secretário da Mesa do Senado enquanto durar o processo no Conselho de Ética. Procurado, Flávio Bolsonaro não se manifestou, informa a jornalista Iara Lemos  da Folha de S. Paulo.
De Brasília (DF), por Brasil 247, publicado em 19/05/2020, às 07h55

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Justiça II

Por unanimidade, TRF-3 rejeita denúncia da Lava Jato contra Lula
Lula e Frei Chico
Luiz Inácio Lula da Silva e Frei Chico (Foto: Brasil247)
O TRF-3 rejeitou nesta segunda-feira (18), por unanimidade, denúncia por parte da força-tarefa da Lava Jato de São Paulo contra o ex-presidente Lula e seu irmão Frei Chico.  A audiência foi realizada por videoconferência.
O irmão de Lula, Frei Chico, era apontado como beneficiário de "mesada" da Odebrecht. Os desembargadores da 5ª Turma decidiram que não há elementos para abertura de uma ação penal relativa a esse fato.
Em nota, a defesa de Lula afirmou que a decisão do Tribunal é pedagógica. "A decisão do TRF3 prestigia o devido processo legal e reforça a inocência de Lula e excepcionalidade dos processos contra o ex-presidente conduzidos a partir da 13º Vara Federal de Curitiba".

Leia a nota da defesa do ex-presidente na íntegra:
É pedagógica a decisão proferida hoje (18/05) pelo TRF3 que, tal como havia decidido o juiz de primeiro grau, rejeitou sumariamente, por ausência de suporte probatório mínimo, uma acusação absurda contra ao ex-presidente Lula feita pela Força Tarefa da Lava Jato de São Paulo (Recurso em Sentido Estrito nº 0008455-20.2017.4.03.6181/SP).
A imaginária acusação da Lava Jato buscava o processamento de uma ação penal contra Lula sob a alegação de que seu irmão, Frei Chico, teria recebido valores da Odebrecht como suposta contrapartida “obter benefícios junto ao novo mandatário do Poder Executivo Federal”.
O juiz de primeiro grau já havia rejeitado de plano a acusação, que segue o padrão da Lava Jato contra Lula, baseado exclusivamente na palavra de delatores, afirmando que: “Não seria preciso ter aguçado senso de justiça, bastando de um pouco de bom senso para perceber que a acusação está lastreada em interpretações e um amontoado de suposições”.
A decisão do TRF3 prestigia o devido processo legal e reforça a inocência de Lula e excepcionalidade dos processos contra o ex-presidente conduzidos a partir da 13º Vara Federal de Curitiba. É mais uma vitória de Lula na Justiça que mostra a necessidade de ser julgado o Habeas Corpus que aponta a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro e a declaração da nulidade de todos os processos que ele tenha atuado contra Lula
Cristiano Zanin Martins
De São Paulo (SP), por Brasil 247, publicado em 18.05.2020, às 19h30

Justiça

Celso de Mello decidirá sobre o sigilo da gravação de reunião de Bolsonaro até o final de semana
Ministro Celso de Mello, decano do STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta segunda-feira, 18, que o ministro Celso de Mello decidirá sobre o sigilo da gravação da reunião ministerial de 22 de abril até do final desta semana. O vídeo comprovaria a interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, segundo o ex-ministro Sergio Moro.
"O ministro Celso de Mello recebeu agora à tarde, da equipe da Polícia Federal, coordenada pela Drª. Christiane Correa Machado, o HD externo que tem em seu conteúdo a gravação da reunião ministerial de 22 de abril de 2020. O ministro Celso de Mello deve começar a assistir o vídeo a partir das 18 horas desta segunda (18), e decidirá a respeito do levantamento do sigilo - parcial ou total - até o final desta semana", informou o STF.
O STF também divulgou a declaração de Celso de Mello:
"Recebi a equipe da Polícia Federal, chefiada pela Dra. Christiane Correa Machado, em meu gabinete, na data de hoje, que me atualizou sobre o andamento das investigações criminais e entregou-me um pen drive contendo vídeo e áudio da reunião ministerial de 22/4/2020.
Após esse encontro, comecei, agora, a assistir ao vídeo, devendo liberar minha decisão até esta próxima 6a. feira, dia 22/05, talvez antes!”.
De Brasília (DF), por Brasil 247, publicado em 18/05/2020, às 19h02

Isolamento social - Prorrogação

Prefeito Ivo Gomes prorroga período de isolamento social até o dia 24 de maio
O prefeito Ivo Gomes, através de decreto municipal, prorrogou, até o dia 24 maio, o período de isolamento social no município. O decreto mantém a restrição para abertura de estabelecimentos comerciais na área central do município, com exceção de serviços essenciais (como bancos e farmácias), e limita a circulação de pessoas nessa área da cidade.  
Também continua restrito o funcionando de colégios, cursinhos, bares, equipamentos culturais, academias, indústrias e comércio em geral. O objetivo é reforça a necessidade de manter o distanciamento social para o enfrentamento do coronavírus. 
O decreto regulamenta o horário da abertura de borracharias. Esses estabelecimentos, equiparadas a oficinas mecânicas para fins do decreto, deverão abrir às 13h, ficando a cargo de cada estabelecimento o seu fechamento no mesmo dia. 
O decreto também autorizada a prestação dos serviços de limpeza em terrenos privados, levando em conta os riscos à saúde pública.
As medidas dão continuidade às ações de combate à disseminação do novo coronavírus em todo o município. A realização de blitze e barreiras na área central da cidade e nas entradas do município para controlar o fluxo de veículos, continua em vigor.    
Por Ricardo Martins, da AsseCom da Prefeitura de Sobral, pelo WhatsApp, para o Blog, em 18.05.2020

 Boletim | Covid-19 em Sobral

Geral

“É como gravar uma ida ao bordel”, diz ministro do STF sobre vídeo de reunião ministerial
Reunião ministerial de 22/04 (Foto: Marcos Correia/PR) 
Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que não foi identificado, disse à repórter Basília Rodrigues, da CNN Brasil, que a baixeza do tom da reunião ministerial do dia 22 de abril, em que Sérgio Moro diz existirem provas da interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, é como uma conversa de bordel, pelos palavrões e comportamentos dos participantes.
“Para gente que cuida de segurança, uma reunião como essa não caberia nem ser gravada, para o registro de palavrões? Condutas? É como gravar uma ida ao bordel”, teria afirmado o magistrado.
Leia a íntegra na Fórum. 
De Brasil 247, com Revista Fórum, publicado em 18/05/2020

Política II

Bolsonaro entrega fundo bilionário da educação a indicado de Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão
 
Jair Messias Bolsonaro | Valdemar Costa Neto (Foto: Divulgação/Brsil 247)
Em uma nova sinalização ao Centrão, Jair Bolsonaro entregou ao bloco partidário o comando da Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A diretoria agora será comandada por Garigham Amarante Pinto, assessor do PL na Câmara e ligado ao presidente informal da legenda, Valdemar Costa Neto, condenado a sete anos e dez meses de reclusão no processo do mensalão. Oficialmente, a legenda é comanda por José Tadeu Candelária. O FNDE possui orçamento de R$ 29,4 bilhões.
A nomeação do advogado foi publicada no "Diário Oficial" desta segunda-feira (18). Com o cargo, da categoria DAS-5, Garigham receberá um salário de R$ 13.623,39.
Apesar de sempre ter condenado o que chama de “velha política”, Bolsonaro vem intensificando a cooptação de partidos do Centrão visando assegurar votações de seu interesse e para barrar um eventual processo de impeachment na Câmara. 
Os partidos Republicanos e Progressistas já foram agraciados  com cargos. Na linha do “toma lá, dá cá”, o Progressistas já emplacou um apadrinhado no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), que tem recursos de R$ 1 bilhão em seu orçamento deste exercício e o Republicanos – cujo presidente, o deputado marcos Moreira (SP), é alvo da Lava Jato - foi aquinhoado com a Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério de Desenvolvimento Regional.
De Brasília (DF), por Brasil 247, publicado em 18.05.2020, às 12h36

Loteria da Caixa - Mega Sena

Uma só aposta cravou as seis dezenas da Mega Sena, concurso 2.262. O sortudo  ganhador levou prêmio de  mais de R$ 101 milhões
Somente uma aposta logrou acertar as seis dezenas da Mega Sena 2.262, sorteio realizado no  sábado (16/05), no Espaço Loteria da Sorte da Caixa, em São Paulo. A aposta ganhadora levou prêmio de R$101.195.308,30. O próximo sorteio, que será realizado na quarta-feira (20/05), tem prêmio estimado pela Caixa Econômica Federal em R$ 2 milhões.
Confira, abaixo, as dezenas sorteadas no sábado:

07 – 08 – 14 - 23 - 30 – 46

Quina e Quadra
Segundo ainda o Banco, a Quina saiu para 198 apostadores que acertaram cinco dezenas. Por isso cada um vai receber R$ 34.405,61. Já outras 12.850 apostas fizeram a Quadra, cabendo a cada uma a quantia de R$ 757,34.

Para apostar na Mega Sena
As apostas na Mega Sena podem ser feitas até às 19 h (horário de Brasília) dos dias de sorteio, em qualquer agência lotérica, credenciada pela Caixa, espalhadas por todo o Brasil.
A aposta mínima custa R$ 4,50
Com informações da Caixa Econômica Federal/Giga Sena, em 18/05/2020
 Informou :  

Opinião - Artigo

Bolsonaro destrói o Brasil e desmoraliza os militares
 Perfil do Colunista 247
Por Aldo Fornazieri (*)
Disse bem o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, quando afirmou que “com método e paciência, Bolsonaro vai destruindo o Brasil e semeando a morte e o descrédito”. Penso, porém, fosse melhor substituir a palavra “paciência” por impaciência, pois a fúria destrutiva de Bolsonaro deixou de ser semanal e passou a ser diária. Não edificou nada até agora que beneficiasse o povo e que engrandecesse o Brasil. De fato, está sendo metódico e sistemático na destruição. 
Na mais grave crise de saúde pública dos últimos cem anos, Bolsonaro se deu ao luxo de destruir o Ministério da Saúde, de semear a morte, a mentira e o charlatanismo curandeirista misturado com o charlatanismo religioso. Além de semear a morte e de ser o principal responsável pela disseminação do vírus pelo desgoverno, pela desorientação e mentiras sistemáticas, vai destruindo também a economia: ele é o principal responsável pelo isolamento longo e desorganizado, postergando assim a retomada das atividades produtivas. 
Somente os isolamentos rígidos, dirigidos por um comando único nacional e unificado, tiveram grande adesão, foram curtos e permitiram mais rapidamente a retomada das atividades produtivas. Assim, Bolsonaro é metódico e sistemático também na destruição da economia, dos empregos e na disseminação da pobreza e da fome. Como se trata de um presidente cruel, humilhou o povo brasileiro pobre em intermináveis filas na CEF – pessoas humildes expostas ao medo, à contaminação, ao desespero e à vergonha. Não há a menor dúvida de que o governo postergou e criou dificuldades deliberadamente para liberar o auxílio emergencial com a intenção de criar tumulto social, pois Bolsonaro é um pescador de águas turvas e turbulentas já que é no caos social que ele encontra terreno fértil para avançar com o seu projeto de autoritarismo incremental. 
Desde o início do governo, Bolsonaro é metódico e sistemático na destruição da democracia e do Estado de Direito. Vários de seus decretos e medidas provisórias eram flagrantemente inconstitucionais. Atacou com fúria demolidora os mecanismos de fiscalização, segurança, controle e investigação. Aqui podem ser citados: a Receita Federal, o Coaf, a Polícia Rodoviária Federal, a legislação de trânsito, o transporte de crianças, a liberação de armas com o objetivo de favorecer milícias, grileiros e bandidos, afrouxando, inclusive, a fiscalização pelas Forças Armadas.
Bolsonaro foi metódico e sistemático em destruir a política ambiental e as instituições que a sustentavam como o Ministério do Meio Ambiente, o ICMbio, o Ibama, a própria Funai e todo o sistema de fiscalização. O que se vê nessa área é terra arrasada, incêndios, cadáveres de árvores, florestas inteiras postas ao chão impiedosamente e animais silvestres queimados. O Brasil virou um pária ambiental global.
Por que Bolsonaro ataca Mourão e os militares?
Bolsonaro é metódico e sistemático para destruir a pesquisa científica, a cultura, as universidades, o pensamento livre e crítico, inerente às democracias, à liberdade e ao progresso econômico e social. Neste aspecto, investe também sua fúria demolidora também contra a imprensa que não lhe é subserviente, ofende jornalistas e agride, principalmente, as jornalistas mulheres. Não por acaso, o seu ex-aliado Paulo Marinho testemunhou que ele despreza as mulheres. 
Mas Bolsonaro está indo mais fundo e de forma mais perigosa na destruição dos poderes da República. Age para interferir, politizar e desorganizar a Polícia Federal, visando estabelecer seu controle sobre ela. Age para interferir, politicar, dividir, desorganizar e desviar de suas funções as Forças Armadas, visando criar um ambiente propício para implantar um regime autoritário. Hélio Gaspari também disse bem ao afirmar que Bolsonaro semeia a anarquia militar. Já tinha estimulado tumultos e rebeliões por meio de seus agentes em algumas polícias militares, notadamente no Ceará. Bolsonaro é especialista em indisciplina militar, expulso que foi do Exército. 
Cada vez mais isolado, Bolsonaro encontra respaldo em suas milícias ideológicas, cada vez mais propagadoras da violência, em pastores e bispos charlatões que são verdadeiros caça-níqueis explorando a boa fé dos pobres, em militares e, agora, provavelmente, nos partidos do centrão, baluarte da corrupção, do oportunismo político e da prática da política mercenária. 
O que mais preocupa é o apoio que os militares emprestam a este presidente que traiu o povo e traiu o país, desmoralizando o Brasil no mundo. É bem verdade que os militares têm episódios pouco edificantes com suas intervenções políticas. Intervenções políticas de militares revelam que se trata de maus militares. O bom militar se prepara para a guerra, defende seu país dos inimigos externos, zela pela segurança e pela paz e cumpre a Constituição. 
Quando o artigo 142 da Constituição diz que uma das funções das Forças Armadas consiste na “garantia dos poderes constitucionais”, isto significa que elas devem garantir o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, tal como a Constituição os estabelece. Não é papel das Forças Armadas garantir ou interpretar a Constituição: este é o papel do STF e as Forças Armadas só devem agir quando convocadas por um poder constitucional. As Forças Armadas não são a Constituição, não são donas da Constituição, mas são servas da Constituição. Qualquer conduta desviante deve ser punida. 
As Forças Armadas angariaram um legítimo e merecido prestígio depois do processo de redemocratização. Não há Estado-nação sem forças armadas. Este prestígio adveio do seu profissionalismo, dos serviços que os militares prestam ao povo e ao país e pelo seu relevante papel de integração nacional. Como diz o Aldo Rebelo, as Forças Armadas são a única instituição que tem uma presença realmente nacional. 
Nesse período da redemocratização foram pontuais as manifestações políticas de militares. Mas deste a instalação do governo Bolsonaro, as coisas foram mudando. Hoje, o governo Bolsonaro pode ser definido como “o governo militar de Bolsonaro”, tal a presença de militares em seu governo. Desta forma, o governo aparece aos olhos da população e dos observadores como um governo de consorciação com as Forças Armadas.
As Forças Armadas aparecem associadas com um presidente que destrói o Brasil e semeia a morte; com um governo que traiu o Brasil e seu povo; com um governo contra a ciência, contra a cultura, contra a saúde e que desmoraliza o Brasil no mundo. É bem verdade que o Ministério da Defesa emitiu notas afirmando o papel constitucional das Forças Armadas. Mas é inequívoco que o governo Bolsonaro se sustenta num aparato militar.
No passado, as intervenções militares eram feitas com base em determinadas justificativas. Agora não há nenhuma justificativa para tamanha presença de militares no governo e para a sua sustentação militar, provocando uma indevida e perigosa politização das Forças Armadas. Até mesmo porque alguns generais foram desmoralizados por Bolsonaro e seus milicianos ideológicos. 
É bem verdade também que os militares, principalmente os de alta patente, angariaram privilégios sob o governo Bolsonaro em termos de aposentadorias e soldos. É provável ainda que os militares que participam do governo dobrem seus ganhos. Então, se não há nenhuma justificativa pela presença maciça de militares no governo a ponto de transformá-lo num governo militar, essa presença se deve ao oportunismo pecuniário e aos privilégios. Tudo isso é contrário aos interesses do povo e contrário aos interesses do Brasil. 
Esses militares precisam pensar nas suas biografias, nos seus legados, pois a História será implacável com o governo Bolsonaro. As biografias dos integrantes desse governo aparecerão cobertas por milhares de cadáveres, pela fome e pela miséria, pelo desgoverno, pela desmoralização do Brasil no mundo e pela traição do povo. Os filhos, os netos, os parentes e os descentes dos que servem esse governo sentirão vergonha de seus antepassados porque se trata de um governo sem honra, sem moral e sem humanidade.
(*) – Aldo Fornazieri é Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)
Uma campanha educativa do:

Política

Tese de Bolsonaro sobre coronavírus teria milhões de mortos e médico vê "estratégia de destruição em massa"
 Foto: AP Foto/Eraldo Peres
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: AP Foto/Eraldo Peres)
“Nação vai ficar livre da pandemia depois que 70% for infectada”. A declaração, dada no início de abril e repetida até hoje, é a tese de Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente defende que o novo coronavírus infectará aproximadamente 147 milhões de pessoas no Brasil (que tem uma população total estimada de 210 de milhões).
Sérgio Zanetta, médico sanitarista e professor de Saúde Pública do Centro Universitário São Camilo, garante que a ideia defendida por Bolsonaro é infundada e a classifica como uma “estratégia de destruição em massa".
 “É um cenário totalmente irreal. Nenhum lugar do mundo teve esse nível de infecção. Não há base científica e nenhum fundamento que sustente essa tese”, afirma Zanetta.
A tese defendida por Bolsonaro corrobora com suas críticas ao isolamento social, medida considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma das únicas eficazes no combate à pandemia.
“Cada vez que presidente presidente diz coisas do tipo [críticas ao isolamento] parece jogar um galão de gasolina sobre a pandemia. Ele é uma pessoa que tem seguidores, sua opinião não é de uma pessoa isolada, então acaba sendo muito egoísmo apresentar essa opinião de um modo tão perigoso”, avalia o médico.
De acordo com o cenário defendido por Bolsonaro, quase 30 milhões de pessoas (20% dos 147 milhões infectados) precisariam de leitos hospitalares. Segundo Zanetta, essa é uma estrutura que não existe em nenhum país do mundo.
“Do ponto de vista científico é uma bobagem. Nenhum país no mundo tem essa estrutura disponível ou pronta para ser instalada para tratar de uma nova doença”. A expectativa do médico é que o país não chegue nem a 0,5% da população (pouco mais de um milhão de pessoas) infectada pelo novo coronavírus.
"[Quando Bolsonaro defende a tese] ele está dizendo que não precisa nem de vacina. É uma estratégia de destruição em massa", lamenta Zanetta.

Quantos morreriam?
É difícil estimar o número de mortos que o cenário defendido pelo presidente registraria. Isso porque a taxa de letalidade da Covid-19 varia muito de acordo com os registros dos países.
“Quando eu comparo a taxa de letalidade entre países, eu preciso levar em conta a testagem. O Brasil é um dos países que menos testa. Assim fica difícil estimar qual seria a real letalidade do vírus por aqui".
No boletim mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde no último domingo (17), o Brasil apresenta 15.633 mortes e 233.142 casos. Assim, a taxa de mortalidade do vírus no país seria de 6,7%.
Com a atual taxa de mortalidade que, segundo especialistas está superestimada devido ao número reduzido de testes, o Brasil encerraria a pandemia com mais de 9 milhões e 800 mil mortes no cenário preconizado por Bolsonaro.
É possível simular também, apenas com intuito comparativo, quantos mortos o Brasil acumularia baseado em taxa de letalidades de outros países:

Cenário 1: Taxa de letalidade dos EUA
Os EUA são o país com maior número de mortos no planeta (mais de 89 mil). Sua taxa de mortalidade gira em torno de 6,6%, algo que resultaria num total de 9 milhões e 700 mil mortes.
Cenário 2: Taxa de letalidade de europeus
Reino Unido e Itália são os países com maior número de mortos na Europa (mais de 34 e 31 mil, respectivamente). Sua taxa de mortalidade gira em torno de 14%, algo que resultaria num total de 20 milhões de mortes.

Cenário 3: Taxa de letalidade do Irã
O Irã é o país com maior número de mortos na Ásia (mais de 7 mil). Sua taxa de mortalidade gira em torno de 5,7%, algo que resultaria num total de 8 milhões e 500 mil mortes.

Cenário 4: Taxa de letalidade dos vizinhos latinos
Depois do Brasil, o Equador é o país com maior número de mortos na América Latina (mais de 2,7 mil). Sua taxa de mortalidade gira em torno de 8,2%, algo que resultaria num total de 12 milhões de mortes.
Chile e Argentina são bons exemplos de países que lidaram com a pandemia de maneira rígida. Os argentinos tem uma taxa de mortalidade de 4,6%, algo que resultaria num total de 6 milhões e 700 mil de mortes.
O Chile, por sua vez, apresenta uma taxa de mortalidade de 1%, algo que resultaria num total de 1,47 milhão de mortos.
Da Redação de Notícias de Yahoo Notícias, publicado em 18.05.2020

Fake News

Fato ou fake
É #FAKE que o município de Sobral recebeu recursos do Governo Federal por ter decretado estado de calamidade pública e fraudado laudos de óbito por Covid-19
Têm circulado nas redes sociais e grupos do WhatsApp informações de que o município de Sobral teria recebido recursos financeiros por ter decretado estado de calamidade pública para o enfrentamento ao coronavírus, e que ainda teria fraudado laudos de óbitos com o objetivo de forjar dados sobre mortes provocadas pela Covid-19. É #FAKE.
A Prefeitura de Sobral informou que o município não recebeu nenhum recurso extra do Governo Federal por ter decretado estado de calamidade e ressaltou, ainda, que os profissionais de saúde que emitem e assinam atestados de óbito o fazem com total responsabilidade e que por isso merecem ser respeitados.
Com informe da AsseCom da Prefeitura de Sobral, via WhatsApp, em 18.05.2020

Mandetta:

Ampliação do uso da cloroquina pode colapsar UTIs e provocar mortes em casa
Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images
Ex-ministro Henrique Mandetta (Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
A insistência de Jair Bolsonaro (sem partido) na ampliação do uso da cloroquina para pacientes com quadro leve do novo coronavírus pode aumentar a ocupações de UTIs e provocar mortes em casa por arritmia. Essa é a visão de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde.
Segundo o ex-ministro, que concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o governo já recebeu resultados de testes iniciais que indicam riscos no uso do medicamento.
 “Começaram a testar pelos [quadros] graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram e não concluíram, 33% dos pacientes em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender o uso da cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada cardíaca”, afirma Mandetta.
Para Mandetta, a exigência de Bolsonaro com a cloroquina é motivada pela vontade do presidente em reabrir a economia do país. O ex-ministro, contudo, acredita que o Brasil enfrentou apenas um terço da crise gerada pela pandemia e prevê 12 semanas “duras” pela frente.
Mandetta foi demitido do Ministério da Saúde no dia 16 de abril e deu lugar a Nelson Teich, que pediu demissão no último final de semana. A avaliação de Mandetta é que a decisão de seu sucessor tenha passado pelo protocolo da cloroquina.
“A ideia de dar cloroquina, na cabeça da classe política do mundo, é que, se tiver um remédio, as pessoas voltam ao trabalho. É uma coisa para tranquilizar, para fazer voltar sem tanto peso na consciência (...) Por isso não tem gente séria que defenda um medicamento agora como panaceia”.
Sobre a queda de seu sucessor, Mandetta foi direto: "Para mim foi isso que fez com o que Teich falasse: 'Não vou assinar isso. Vai morrer gente e ficar na minha nota’"
Com mais de 16 mil mortos e um longo caminho para percorrer ainda, o Brasil teria "perdido" os últimos 30 dias, de acordo com o ex-ministro.
“Esse último mês foi perdido, sem nenhuma ação positiva por parte do ministério [da Saúde]. Tinha pedido para toda a minha equipe que permanecesse e ajudasse o ministro [Nelson Teich]. O natural numa situação dessas é o novo ministro colocar a visão dele e pedir para a equipe executar. Mas o que assistimos foi a demissão de todo o segundo e o terceiro escalão do ministério, sem colocar ninguém no lugar. isso ;e o pior dos mundos. O Ministério da Saúde está hoje uma nau sem rumo”.
Na avaliação de Mandetta, é “difícil coordenar um sistema [SUS] como ministro se o presidente dá outra mensagem”.
“Entre os ministros, tentávamos arrumar a situação. Mas passava um dia, três dias e novamente tínhamos uma situação contraditória [do presidente], seja de aglomeração ou ida a estabelecimentos comerciais. Ele claramente entendia que a crise econômica advinda da saúde era inaceitável, por mais que alertássemos que era uma doença muito séria e que o número de casos poderia surpreender”, revela o ex-ministro.
Da Redação de Notícias de Yahoo Notícias, publicado em 18/05/2020

Economia

Caixa começa a pagar hoje segunda parcela de auxílio emergencial
 Fachada da Caixa Econômica Federal
Ao todo, cerca de 50 milhões de pessoas estão inscritas no programa 
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Caixa Econômica Federal começará a pagar a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 a partir de hoje (18). Ao todo, cerca de 50 milhões de pessoas estão inscritas no programa. O benefício é pago para trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, inscritos do cadastro social do governo e no Bolsa Família.
O calendário está dividido conforme as datas habituais de pagamento para quem integra o Programa Bolsa Família e de acordo com o mês de nascimento para as demais pessoas que têm direito a receber o benefício.
Os primeiros a receber são os beneficiários do Programa Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) final 1. Amanhã será a vez dos beneficiários com NIS final 2. O crédito segue sendo feito nessa ordem, de um NIS por dia, menos no fim de semana, até o número zero, que será pago no dia 29 deste mês. São 1,9 milhão de pessoas recebendo o auxílio diariamente e podendo sacar o benefício pelo cartão do Bolsa Família, segundo o Ministério da Cidadania.
A partir da próxima quarta-feira (20), começa o crédito nas contas sociais digitais da Caixa para as pessoas que nasceram nos meses de janeiro e fevereiro e que não estão no grupo do Bolsa Família. No dia seguinte, o pagamento será para quem nasceu em março e abril, e assim por diante, saltando o domingo (24).
Saques
O calendário para saques da segunda parcela é diferente do calendário do crédito nas contas digitais e tem início em 30 de maio (um sábado), para os nascidos em janeiro. No dia 1º de junho, os saques serão permitidos para quem nasceu em fevereiro, seguindo nessa ordem até 13 de junho para os nascidos em dezembro. Ressaltando que no dia 7 de junho (domingo) não há saques.
Veja o calendário para depósito em poupança social:
Nascidos em:
Dia de recebimento do benefício:
janeiro e fevereiro
20 de maio
março e abril
21 de maio
maio e junho
22 de maio
julho e agosto
23 de maio
setembro e outubro
25 de maio
novembro e dezembro
26 de maio
Veja o calendário de depósitos para beneficiários do Bolsa Família: 
Último dígito do NIS:
Data do crédito:
1
18 de maio
2
19 de maio
3
20 de maio
4
21 de maio
5
22 de maio
6
25 de maio
7
26 de maio
8
27 de maio
9
28 de maio
0
29 de maio
Veja o calendário para saque e transferência da poupança social:
Nascidos em:
Liberado em:
janeiro
30 de maio
fevereiro
1 de junho
março
2 de junho
abril
3 de junho
maio
4 de junho
junho
5 de junho
julho
6 de junho
agosto
8 de junho
setembro
9 de junho
outubro
10 de junho
novembro
12 de junho
dezembro
13 de junho
Primeira parcela
No último sábado (16), a Caixa creditou R$ 246 milhões para 405.163 pessoas ainda da primeira parcela.
Entre os dias 19 e 29 deste mês, a Caixa vai creditar a primeira parcela para mais 8,3 milhões de beneficiários. Serão disponibilizados mais R$ 5,3 bilhões nas contas indicadas no momento da inscrição.
Para quem desejar realizar o saque nas agências desse novo lote da primeira parcela, o calendário também será pelo mês de nascimento. Na terça-feira (19), o pagamento atenderá os nascidos em janeiro; na quarta-feira (20), para quem nasceu em fevereiro; na quinta-feira (21), para os aniversariantes de março; na sexta-feira (22), para os de abril; no sábado (23), para quem nasceu nos meses de maio, junho e julho.
O pagamento da primeira parcela volta a ser efetuado na segunda-feira (25) para quem nasceu em agosto. Na terça-feira (26), para os nascidos em setembro, e assim por diante até a sexta-feira (29).
Quem não conseguir ir ao banco no dia correspondente ao mês de aniversário pode ir em algum dia posterior.
Brasil De Brasília, por Kelly Oliveira – Repórter da Agência, publicado em 18/05/2020 - 09:08