Mulher de Cunha indica
deputados e ministros como testemunhas na Lava Jato
A defesa de Cláudia Cruz, mulher
do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), indicou seis deputados federais e
dois ministros como testemunhas de defesa na ação penal a que responde na
Operação Lava Jato pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
De acordo com a petição
endereçada ao juiz federal Sérgio Moro, os advogados afirmam que os
parlamentares podem atestar que Cláudia Cruz não tinha envolvimento com
negócios de Cunha. Apesar de terem sido indicados como testemunhas, os
arrolados podem pedir dispensa dos depoimentos.
Os deputados arrolados foram Hugo
Motta (PMDB-PB), Felipe Maia (DEM-RN), Carlos Marun (PMDB-MS), Jovair Arantes
(PTB-GO), Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Átila Lins (PSD-AM). A defesa também
indicou os ministros das Cidades, Bruno Araújo, e dos Transportes, Portos e
Aviação Civil, Maurício Quintela Lessa. Ambos se licenciaram da Câmara para
assumir os cargos.
No dia 9 de junho, Moro recebeu
denúncia apresentada pela força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato
contra Cláudia Cruz e outros investigados que viraram réus.
A denúncia é vinculada com ação
penal a que Cunha responde no Supremo Tribunal Federal por não ter declarado
contas no exterior. No processo, Claudia é citada como beneficiária das contas
atribuídas ao deputado na Suíça.
Além de indicar as testemunhas,
os advogados da mulher de Cunha também pedem a rejeição da denúncia, por
entenderem que ela não cometeu nenhum crime ao manter as contas no exterior.
De Brasília, André
Richter - Repórter da Agência Brasil, 12/07/2016, às 17h56



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